Lula diz que governo usou R$ 47 bilhões para conter alta dos combustíveis
Presidente afirmou que recursos foram direcionados para evitar impactos da guerra no Irã sobre gasolina, diesel, alimentos e insumos agrícolas. Segundo ele, o valor poderia ter sido investido em outras áreas do país.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, que o governo federal destinou R$ 47 bilhões para conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços da gasolina e do óleo diesel no Brasil. Segundo ele, o montante poderia ser aplicado em outras áreas caso não fosse necessário reduzir o impacto sobre a população.
Combustíveis, alimentos e insumos agrícolas
Durante participação no podcast Desce a Letra, Lula relacionou o aumento dos combustíveis à guerra no Irã e alertou para efeitos em cadeia sobre alimentos e insumos utilizados no campo. Ele citou petróleo, arroz, pão e fertilizantes como itens que podem sofrer pressão quando há instabilidade em regiões importantes para o mercado energético mundial.
“O Trump invadiu o Irã, trazendo prejuízo para nós. Isso aumenta gasolina, petróleo, arroz, pão, fertilizante, agricultura”, afirmou o presidente. Lula também disse que o Brasil está entre os países que atuaram para evitar a transferência integral da alta internacional para os preços pagos pelos consumidores.
Recursos que poderiam ser investidos no país
Para o presidente, os R$ 47 bilhões representam um esforço financeiro do governo para proteger o mercado interno. Em sua avaliação, o valor deixou de ser direcionado a outros investimentos públicos porque foi usado para reduzir o impacto da gasolina e do diesel sobre o custo de vida e sobre a cadeia produtiva.
“São 47 bilhões que nós estamos deixando de investir nesse país para evitar que o preço da gasolina chegue no prato do povo brasileiro”, disse. A declaração reforça a preocupação do Planalto com a inflação, especialmente em um cenário no qual o petróleo mais caro pode pressionar transportes, produção agrícola e alimentos.
Nesta terça-feira, 15 de setembro, a cesta de referência da Opep, organização que reúne países exportadores de petróleo, alcançou US$ 123,11 por barril, o maior valor em cinco meses. A cotação evidencia o ambiente de tensão no mercado internacional e ajuda a explicar a atenção do governo brasileiro ao comportamento dos preços dos combustíveis.
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