Campanha de Lula reclama de tratamento desigual da Meta a observadores internacionais
Coordenação política do presidente entrega 8 ocorrências à União Europeia, à OEA e a outros 4 grupos, alegando favorecimento a adversário e pedindo transparência à plataforma.

Divulgação
A coordenação política da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição protocolou, nesta quinta-feira (15), reclamações formais contra a Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, a missões internacionais de observação eleitoral. O grupo alega que a plataforma tem adotado um "tratamento assimétrico" em favor do candidato adversário no ambiente digital, o que configuraria um desequilíbrio na disputa eleitoral.
Reclamações apresentadas a entidades internacionais
Edinho Silva, coordenador da campanha e presidente nacional do PT, apresentou as ocorrências a representantes de seis grupos credenciados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para observar o processo eleitoral. Entre as entidades presentes estavam a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia. A campanha busca, com essas ações, garantir maior transparência e diligência por parte da Meta, além de solicitar uma apuração detalhada sobre os critérios que fundamentam as decisões automatizadas da plataforma.
Ocorrências detalhadas e exemplos de suposto favorecimento
Um total de oito ocorrências, acompanhadas de suporte documental e estudos de terceiros, foram apresentadas. Entre os casos citados estão a desabilitação temporária da conta de anúncios de Lula sem justificativa aparente, um desequilíbrio notório no engajamento entre páginas e o que a campanha descreve como um tratamento algorítmico desigual. Foram também relatadas variações na contagem de visualizações e no desempenho de vídeos, além de uma restrição de 24 horas para o impulsionamento de conteúdo via feed do Instagram. Um ponto particularmente sensível levantado foi a recusa da ferramenta de inteligência artificial da Meta em criar materiais com a imagem de Lula, enquanto pedidos equivalentes para o candidato adversário teriam sido atendidos.
Buscas no WhatsApp e pedido ao TSE
As anomalias não se limitaram às plataformas de redes sociais. A campanha também apontou irregularidades em buscas e canais no WhatsApp, onde a plataforma teria sugerido o canal do adversário ao ser pesquisado o de Lula. Diante desse cenário, a campanha informou que já apresentou pedidos sucessivos ao TSE e uma denúncia formal à presidência da Corte Eleitoral, solicitando explicações à Meta. Um canal oficial foi criado para a coleta de denúncias de censura e comportamentos anômalos. Em resposta a um pedido da campanha, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta adote medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais. Todos os apontamentos serão formalizados com evidências e entregues às missões observadoras, que continuarão a acompanhar as decisões do TSE e as apurações na esfera jurídica.
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