Campanha de Lula promete colaboração, mas reagirá a "agressões"
Presidente do PT, Edinho Silva, afirma que legenda defenderá a campanha de Lula caso haja desequilíbrio ou descumprimento da legislação eleitoral, após reunião com o TSE.

Divulgação
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, sinalizou nesta terça-feira (13) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manterá uma postura colaborativa para reduzir a judicialização do processo eleitoral. A declaração ocorreu após uma reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que propôs medidas para diminuir o volume de ações judiciais durante o período eleitoral.
Postura colaborativa com ressalvas
Edinho Silva afirmou que a legenda está disposta a colaborar e a evitar um excesso de judicialização, mas ressaltou que essa colaboração está condicionada à não agressão à campanha de Lula e ao equilíbrio na disputa eleitoral. "Temos uma postura de colaborar, de impedir a judicialização, de diminuir o volume de medidas tomadas, mas claro, isso precede também a campanha do presidente Lula não ser agredida, não ser ofendida e que não haja um desequilíbrio na disputa", declarou o petista a jornalistas após o encontro. Ele enfatizou o desejo por uma disputa equilibrada, onde ambas as campanhas sejam tratadas de forma igualitária.
Organização em redes sociais em pauta
Um dos pontos discutidos na reunião com o ministro Kassio Nunes Marques e outros magistrados presentes foi a questão do não cerceamento à organização da sociedade civil nas redes sociais. Edinho Silva argumentou que, na contemporaneidade, a organização social ocorre tanto no ambiente físico quanto no digital. "Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, proibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais", pontuou o presidente do PT, defendendo a liberdade de organização online.
Contexto e urgência do encontro
O encontro entre as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente do TSE ganhou contornos de urgência após recentes declarações de ambas as equipes, que expressaram críticas a decisões tomadas pelo Tribunal. A reunião, que já estava prevista, buscou alinhar entendimentos e prevenir futuros conflitos. O presidente do TSE, por sua vez, destacou a necessidade de ações conjuntas para evitar "confrontos" no segundo turno das eleições, além de alertar para o aumento expressivo de processos judiciais em comparação com pleitos anteriores, citando um crescimento de mais de 200% no número de representações e pedidos de direito de resposta nos dias seguintes ao primeiro turno.
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