Flávio Bolsonaro defende revisão curricular e critica aprovação automática na educação
Candidato à Presidência pelo PL propõe mudanças na Base Nacional Comum Curricular e na formação de professores, argumentando necessidade de preparar alunos para o futuro e criticando a progressão automática sem aprendizado.

Divulgação
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou em recente entrevista ao Anima Podcast suas propostas para a educação brasileira, defendendo uma ampla reformulação do sistema de ensino. Um dos pontos centrais de sua argumentação foi a necessidade de alterar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visando adequar o aprendizado às transformações esperadas no mercado de trabalho nos próximos anos. Segundo o candidato, as profissões daqui a uma década serão significativamente diferentes das atuais, exigindo uma preparação mais alinhada com o avanço tecnológico e a inteligência artificial.
Flávio Bolsonaro enfatizou que a revisão curricular está em seu plano de governo, com o objetivo de modificar as diretrizes de ensino e o conteúdo ensinado em sala de aula. Ele acredita que o sistema educacional deve preparar os estudantes para um cenário futuro com maior integração de tecnologia e inteligência artificial, descrevendo o momento como uma revolução que exigirá atenção e adaptação por parte de sua equipe. A entrevista, gravada na véspera, também abordou aspectos da vida pessoal do candidato, incluindo a criação de seus filhos e seu casamento.
Críticas à aprovação automática e à formação docente
Além da reformulação curricular, o senador teceu críticas contundentes à política de aprovação automática nas escolas. Ele expressou surpresa ao constatar que alunos podem ser promovidos sem a necessidade de frequência mínima, o que, em sua visão, constitui um desserviço à formação dos jovens. Flávio Bolsonaro classificou o modelo atual como prejudicial e defendeu uma revisão completa, argumentando que a educação deve ser mais rigorosa e efetiva na garantia do aprendizado.
A proposta de revisão se estende à formação dos professores, que, segundo o candidato, enfrentam sobrecarga e falta de suporte adequado. Ele destacou a crescente presença de alunos com autismo em sala de aula e a necessidade de capacitar os docentes para lidar com essa diversidade e com as demandas de saúde mental decorrentes do estresse da profissão. A preparação das escolas para atender alunos em crise, incluindo a ausência de salas sensoriais, também foi apontada como um ponto crítico a ser endereçado na reforma educacional.
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