Flávio pede mais riscos nas redes sociais em reta final de campanha
Senador apela a eleitores e artistas de direita para intensificar a divulgação online, mesmo diante de possíveis sanções, e afirma que a disputa presidencial segue aberta.

Divulgação
Em um momento crucial da campanha eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorre à Presidência, fez um apelo enfático aos seus apoiadores para que intensifiquem a presença e a manifestação de opiniões nas redes sociais. A convocação, realizada durante uma transmissão ao vivo a apenas 13 dias do segundo turno, incentiva a superação do receio de possíveis bloqueios ou banimentos de perfis, argumentando que a ousadia é necessária para o avanço da campanha.
Aposta na mobilização digital
Flávio Bolsonaro não se limitou a pedir que os eleitores se sintam à vontade para expressar suas visões. Ele orientou diretamente os apoiadores a compartilharem suas publicações e transmissões ao vivo, além de disseminarem conteúdos para grupos de WhatsApp. A estratégia inclui também o diálogo com eleitores indecisos, aqueles que votaram em outros candidatos no primeiro turno e os que se abstiveram de comparecer às urnas, buscando ampliar o alcance da mensagem em diversas frentes.
Cenário de disputa acirrada
A declaração do senador ocorre em meio a um contexto de intensa disputa judicial envolvendo canais de comunicação digital. Um exemplo notório é a polêmica em torno do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para a mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A situação envolveu decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com determinações de suspensão e posterior revogação, evidenciando a sensibilidade e a importância dessas plataformas na atual conjuntura política.
Relatório técnico e contestações
Um relatório técnico divulgado pelo TSE nesta segunda-feira indicou a ausência, nas postagens examinadas entre 2 e 11 de outubro, das afirmações contestadas pela campanha de Flávio Bolsonaro. No entanto, a análise técnica ressaltou que mensagens apagadas dificultaram a reconstituição completa do histórico do canal. A campanha de Flávio contestou o relatório, afirmando possuir cópias de mensagens excluídas, enquanto Janones defende o uso do canal para organização dos apoiadores de Lula, demonstrando a complexidade e as divergências na interpretação e na gestão das informações em campanhas digitais.
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