Operação contra facções atua em 19 estados e bloqueia R$ 508 milhões em bens
Ação da Ficco cumpre 106 mandados de prisão e 173 buscas contra suspeitos de integrar organizações criminosas envolvidas em tráfico, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Divulgação
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou uma operação em 19 estados brasileiros contra suspeitos de integrar organizações criminosas. A ação cumpre 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher provas e desarticular estruturas ligadas ao tráfico de drogas e armas, à lavagem de dinheiro e a outros delitos.
Bloqueio atinge patrimônio de mais de R$ 508 milhões
As ordens judiciais também determinaram o bloqueio e o sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 508 milhões. A medida busca dificultar a movimentação financeira das organizações investigadas e preservar recursos que possam ser usados na reparação de eventuais danos causados por atividades ilícitas.
A operação mobiliza 20 bases da Ficco nas unidades federativas atingidas. Embora receba nomes diferentes em cada estado, o trabalho integra a quarta fase da Operação Força Integrada, modelo que combina inteligência compartilhada e ações coordenadas entre instituições de segurança pública.
Tocantins concentra maior bloqueio patrimonial
No Tocantins, a 2ª Vara Federal determinou o bloqueio do maior volume de recursos: aproximadamente R$ 412,5 milhões. A Operação Rota Araguaia 2 mira um suposto núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.
Mato Grosso do Sul registra R$ 75 milhões bloqueados
O Mato Grosso do Sul concentra o segundo maior montante bloqueado judicialmente, de R$ 75 milhões. Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra alvos localizados também em Mato Grosso e Pernambuco. Durante as investigações, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.
Bahia tem 102 mandados
Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões. Os investigados são suspeitos de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. A força policial cumpre 57 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de prisão no estado.
Ação reúne diferentes instituições
As ações também foram registradas em estados como Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Sergipe, além de outras unidades da federação.
Coordenada pela Polícia Federal, sem relação hierárquica com as demais corporações, a Ficco reúne agentes das polícias civis, militares e penais, guardas municipais, policiais rodoviários federais e integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. A estratégia busca superar a atuação isolada das instituições e atingir simultaneamente os braços financeiros, logísticos e operacionais das facções.
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