Cabo do Exército é investigado por suspeita de fornecer armas a facções
O cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado em Salvador, é alvo da Operação Reino Oculto, que investiga tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Bahia. A defesa nega as acusações.

Divulgação
O cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira é investigado por suspeita de fornecer armas e munições a integrantes de facções criminosas. Ele está lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro do Imbuí, em Salvador, e teria participado de negociações analisadas pelos investigadores.
Investigação apura rede criminosa
O caso integra a Operação Reino Oculto, conduzida pela Polícia Civil da Bahia em conjunto com o MP-BA. As apurações começaram em março e investigam suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
Segundo os órgãos responsáveis pelo inquérito, o grupo investigado era dividido em núcleos encarregados do comando, da gestão financeira, do armazenamento, da logística, da distribuição e da revenda de drogas. A mesma estrutura também seria responsável pelo fornecimento de armas. Durante o período apurado, a organização movimentou mais de R$ 4 milhões.
Operação foi realizada em vários Estados
A Operação Reino Oculto foi deflagrada em 10 de setembro e mobilizou mais de 250 policiais civis. Os mandados foram cumpridos em Salvador, na Região Metropolitana e em cidades do interior da Bahia, além de municípios de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Mais de 30 pessoas haviam sido presas, conforme o MP-BA.
Deivison já estava preso antes do início da operação. A prisão foi determinada pela Justiça Militar em agosto, após o militar ser relacionado ao desaparecimento de coletes balísticos do 6º Batalhão de Polícia do Exército. As investigações agora também buscam estabelecer possíveis ligações entre esse episódio e o fornecimento de armamentos ao crime organizado.
Defesa nega acusações
A defesa de Deivison dos Santos Ferreira nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos no momento adequado. Os advogados também informaram que trabalham pela revogação das prisões. Como ainda não há condenação, o militar responde às suspeitas no âmbito das investigações e dos processos em andamento.
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