Marconi propõe transformar a Ueg em polo de inteligência artificial
Marconi Perillo apresentou proposta para tornar a UEG referência em tecnologia e inteligência artificial. O plano prevê retomar a vinculação de 2% do orçamento estadual à universidade e integrar pesquisa, setor produtivo e poder público.

Divulgação
Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo de Goiás, anunciou a proposta de transformar a Universidade Estadual de Goiás (UEG) em um polo de desenvolvimento tecnológico e de inteligência artificial. A ideia foi apresentada a professores durante uma sabatina da Associação dos Docentes da UEG (Adueg), nesta segunda-feira (14), e coloca a universidade no centro de seu programa para a área de inovação.
Retomada dos 2% do orçamento estadual
Para sustentar o projeto, Marconi defendeu a retomada da vinculação constitucional que destinava 2% do orçamento de Goiás à UEG. O mecanismo foi encerrado, e o candidato afirmou que, se eleito, restabelecerá a garantia de recursos como base para ampliar a estrutura acadêmica, fortalecer pesquisas e financiar novas iniciativas ligadas à tecnologia.
Na avaliação do tucano, a ampliação do financiamento deve permitir que a UEG se torne a âncora da primeira cidade de inteligência artificial do Estado. Ele prometeu adotar uma política tecnológica mais agressiva e conectar os cursos superiores às demandas econômicas e produtivas das diferentes regiões goianas.
Universidade integrada ao setor produtivo
A proposta prevê a aproximação entre docentes, pesquisadores, poder público, centros de estudo e empresas. O objetivo é estimular a pesquisa aplicada, favorecer a criação de novos negócios e transformar conhecimento acadêmico em soluções capazes de aumentar a produtividade, gerar empregos e elevar a competitividade da economia goiana.
Marconi destacou que a inteligência artificial e outras tecnologias devem ser incorporadas à formação universitária e aos projetos de pesquisa. Segundo ele, a UEG precisa assumir papel protagonista na articulação entre inovação e vocações regionais, evitando que o avanço tecnológico fique restrito aos laboratórios e chegue também ao setor produtivo.
Projeto exige articulação com a rede existente
O desafio inclui integrar a iniciativa à estrutura já disponível em Goiás. A Universidade Federal de Goiás mantém o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), que reúne mais de 180 projetos ativos em áreas como saúde, agronegócio e veículos autônomos. A atuação conjunta entre instituições de ensino, governo e empresas será determinante para definir o alcance do plano.
A execução da proposta dependerá não apenas da restauração do financiamento, mas também de planejamento de longo prazo, capacitação de profissionais, investimento em infraestrutura e construção de parcerias. Se implementada, a iniciativa pode ampliar a presença da UEG no ecossistema goiano de inovação e aproximar a universidade das transformações provocadas pela inteligência artificial.
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