Goiânia registra primeira deflação do ano em agosto
Goiânia teve deflação de 0,22% em agosto, puxada principalmente pela queda nas contas de energia, combustíveis e passagens aéreas. Apesar do alívio mensal, a inflação acumulada em 12 meses subiu para 5,75%, enquanto alimentos como carnes, arroz e feijão continuam pressionando o orçamento das famílias.

Divulgação
Goiânia registrou deflação de 0,22% em agosto, a primeira queda geral dos preços neste ano. O resultado foi medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o país também apresentou deflação, de 0,32%.
Apesar do alívio no mês, a inflação acumulada em 12 meses em Goiânia aumentou de 5,56% em julho para 5,75% em agosto. A comparação com agosto do ano anterior, quando os preços haviam caído 0,40%, contribuiu para esse movimento. De janeiro a agosto, a capital goiana acumula alta média de 3,28%.
Energia e combustíveis puxam a queda dos preços
Os grupos Habitação e Transportes foram os principais responsáveis pela deflação goianiense. Habitação recuou 2,22%, influenciada principalmente pela redução de 7,11% na energia elétrica residencial. O gás de botijão também ficou mais barato, com queda de 1,20%.
Em Transportes, a variação negativa reached 0,87%, com destaque para os combustíveis de veículos, que caíram 2,11%. A gasolina recuou 1,84% e registrou o segundo mês consecutivo de queda. O etanol ficou 4,03% mais barato, depois de já ter diminuído 3,09% em julho. As passagens aéreas tiveram redução de 16,15%, ampliando o alívio para os consumidores.
Alimentos apresentam altas e quedas
O grupo Alimentação e bebidas teve alta moderada de 0,07%. As carnes subiram 2,11%, com destaque para o contrafilé, que avançou 2,70%. Em 12 meses, o corte acumula elevação de 13,56% em Goiânia, enquanto o conjunto das carnes registra alta de 9,80%.
O arroz teve aumento de 2,15% no mês, embora ainda acumule queda de 3,87% em 12 meses. Por outro lado, a batata-inglesa recuou 19,67% e o feijão-carioca caiu 8,38%. Mesmo com a redução recente, o feijão permanece 52,33% mais caro na comparação anual.
Despesas pessoais pressionam o índice
Despesas pessoais foi o grupo com maior influência positiva sobre o IPCA de Goiânia em agosto, avançando 2,31%. O cigarro teve reajuste de 22,89% e acumulou alta de 26,92% em 12 meses. Os pacotes turísticos também ficaram mais caros, com elevação mensal de 2,35% e aumento anual de 17,75%.
Alívio mensal não elimina pressão acumulada
A deflação de agosto reduz temporariamente os gastos das famílias, especialmente com energia, abastecimento e transporte. No entanto, a inflação acumulada acima de 5% nos últimos 12 meses mostra que parte relevante dos preços segue pressionando o orçamento doméstico. No Brasil, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses.
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