Fisioterapeuta é preso suspeito de manter clínica clandestina e causar lesão corporal em pacientes em Goiânia
Investigado mantinha clínica estética sem alvará e com condições precárias, além de utilizar medicamentos vencidos e equipamentos inadequados.

Divulgação
Um fisioterapeuta foi detido em Goiânia nesta quarta-feira (7/10), sob suspeita de envolvimento em diversas irregularidades, incluindo exercício ilegal da profissão, lesão corporal grave e crimes contra as relações de consumo. A prisão ocorreu após uma operação policial que desarticulou uma clínica estética que operava de forma clandestina na capital goiana.
Clínica clandestina é descoberta com irregularidades graves
Durante a execução de mandados de busca e apreensão, as autoridades policiais encontraram um cenário preocupante na clínica investigada. Foram apreendidos medicamentos com prazo de validade expirado, materiais de uso hospitalar em condições duvidosas, equipamentos que sugeriam a realização de procedimentos cirúrgicos, além de receituários médicos em branco e substâncias que não possuíam registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A descoberta do carimbo de uma médica levantou ainda mais suspeitas sobre a atuação do fisioterapeuta.
Vigilância Sanitária interdita estabelecimento e aponta riscos
A Vigilância Sanitária de Goiânia esteve presente durante a ação e, diante das graves constatações, procedeu com a interdição imediata do estabelecimento. A decisão foi motivada pela ausência de alvará sanitário, falta de um responsável técnico habilitado para a supervisão dos procedimentos e pelas condições precárias de higiene encontradas no local, que representavam um risco iminente à saúde dos pacientes. O nome do fisioterapeuta investigado não foi divulgado pelas autoridades.
Investigação aponta para exercício ilegal e lesões em pacientes
As investigações preliminares apontam que o fisioterapeuta atuava em desacordo com as normas éticas e legais da profissão, utilizando-se de práticas que podem ter resultado em lesões graves para os pacientes que frequentavam a clínica. A presença de insumos vencidos e substâncias não regulamentadas pela Anvisa reforça a gravidade das acusações e a necessidade de uma apuração aprofundada para identificar todas as vítimas e os danos causados.
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