Caiado pede afastamento de Moraes e classifica crise no STF como grave
Ronaldo Caiado e Romeu Zema aumentaram as críticas ao STF e a Alexandre de Moraes antes de sessão extraordinária sobre o caso envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Divulgação
Os candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) elevaram o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes antes da sessão extraordinária marcada para tratar dos desdobramentos do caso que envolve o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Caiado defende afastamento imediato
Em publicação na rede social X, Caiado classificou o julgamento como histórico e defendeu o afastamento imediato de Alexandre de Moraes. Para o candidato do PSD, o episódio revelou ausência de decoro, senso público e liturgia no exercício do cargo.
“Nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo”, escreveu Caiado. Ele afirmou que a única atitude aceitável seria o afastamento do ministro, enquanto o STF se prepara para analisar o caso em uma sessão acompanhada com atenção por aliados e adversários políticos.
Caiado também associou a crise no Supremo à proposta de reforma do Judiciário que pretende apresentar caso seja eleito presidente. Entre as medidas defendidas estão idade mínima de 60 anos para ministros da Corte, exigência de comprovado conhecimento jurídico em todo o País, quarentena de quatro anos para retorno à advocacia e de oito anos para disputa de cargos eletivos. Ele também prometeu indicar quatro mulheres para o STF.
Zema pede investigação e destaca votos decisivos
Zema chegou a Brasília para participar de uma manifestação organizada pelo Novo em frente ao Congresso Nacional. Antes do ato, afirmou que aquela poderia ser uma das datas mais importantes da história do Brasil e defendeu a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
O governador mineiro criticou integrantes da Corte e disse esperar que os ministros votem pela apuração do caso. Ele destacou os votos de Luiz Fux? Não, Fachin e Cármen Lúcia como possíveis decisões centrais para o desfecho da sessão, sem antecipar o posicionamento das ministras e dos ministros.
Zema afirmou que uma investigação precisa ser conduzida com cuidado e critério e que os eventual envolvidos devem ser punidos. Também declarou esperar que Moraes seja apenas o primeiro nome investigado, usando expressões duras para questionar a condução de outros membros do tribunal.
As declarações reforçam a pressão política sobre o STF em um momento de alta tensão institucional. A sessão extraordinária passa a ser acompanhada não apenas pelos seus aspectos jurídicos, mas também pelo impacto que suas decisões poderão ter na credibilidade da Corte e no debate eleitoral.
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