Petroleiras recuam na B3 com queda do Brent e alta inesperada dos estoques
Petróleo recua após aumento surpresa nos estoques dos Estados Unidos, pressionando Petrobras e outras petroleiras listadas na B3. Tensões no Oriente Médio, porém, mantêm o risco sobre a oferta global.

Divulgação
As ações de petroleiras recuavam na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (16), acompanhando a queda das cotações internacionais do petróleo. Às 12h11, o barril Brent perdia 3,54%, cotado a US$ 104,91. O WTI, referência nos Estados Unidos, registrava baixa de 4,33%, a US$ 101,30.
Estoques sobem contra expectativas do mercado
O movimento foi impulsionado por um aumento inesperado nas reservas de petróleo bruto dos Estados Unidos. Os estoques subiram 7,1 milhões de barris na semana encerrada em 11 de setembro. O mercado aguardava uma redução de 1,6 milhão de barris, o que torna o resultado divulgado pelo Departamento de Energia americano um dado desfavorável aos preços da commodity.
Na B3, a Petrobras era negociada a R$ 48,90, com queda de 3,01%. Apesar da pressão na sessão, o papel ainda acumulava valorização de 16% no mês. A alta acumulada mostra que o apetite dos investidores pelas ações da companhia permanece elevado, mesmo em um dia de realização de ganhos e maior cautela no mercado internacional.
As chamadas junior oils também acompanharam o ritmo negativo. As ações da Prio recuavam 4,08%, para R$ 63. PetroRecôncavo caía 2,81%, a R$ 11,05, enquanto Brava Energia perdia 1,01%, sendo negociada a R$ 17,73. O desempenho reforça a sensibilidade dessas empresas às variações recentes do petróleo e ao humor dos investidores em relação ao setor.
Tensões no Oriente Médio sustentam cautela
A queda dos preços na sessão não elimina as preocupações com a oferta global. O Brent ainda acumulava alta de 3,48% na semana, refletindo os riscos provocados pelo conflito no Oriente Médio. Um ataque atribuído ao Irã atingiu o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, rota importante para o transporte de petróleo. A estrutura foi fechada após o incidente, e os reparos devem levar meses.
Com isso, o mercado opera entre dois fatores concorrentes. De um lado, o aumento dos estoques americanos indica folga imediata e pressiona as cotações para baixo. De outro, a possibilidade de interrupções prolongadas no fluxo de petróleo mantém o prêmio de risco e limita otimismo mais amplo. O cenário contribui para a volatilidade das petroleiras e pesa sobre o Ibovespa, que recuava 0,32%, a 185.926,11 pontos.
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