Petrobras assume operação de 8 blocos de petróleo e gás na Costa do Marfim
Estatal brasileira firmou contratos de partilha de produção no país africano. A subsidiária PNBV ficará com 90% das áreas, enquanto a Petroci Holding manterá participação de 10%.

Divulgação
A Petrobras assinou contratos para explorar oito blocos de petróleo e gás na Costa do Marfim, na costa oeste da África. As áreas, localizadas no mar e integradas à margem equatorial africana, ampliam a presença da estatal brasileira em uma região considerada estratégica para novas descobertas de hidrocarbonetos.
A cerimônia ocorreu em Abidjan, em 17 de setembro de 2026, com a participação da diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. Os acordos seguem o regime de partilha de produção, modelo no qual os envolvidos dividem os volumes eventualmente encontrados conforme as condições estabelecidas nos contratos.
Petrobras controla 90% das áreas
A exploração será conduzida pela subsidiária PNBV, sigla para Petrobras Netherlands B.V., que terá 90% de participação nos blocos e será responsável por sua operação. Os 10% restantes ficarão com a Petroci Holding, estatal marfinense. A Petrobras passa, portanto, a comandar tecnicamente e operacionalmente os novos projetos.
As áreas contratadas são CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702. Elas foram avaliadas pela companhia como de elevado potencial exploratório, especialmente por apresentarem características geológicas semelhantes às de bacias sedimentares brasileiras.
Expansão faz parte da recomposição de reservas
A entrada nos novos blocos integra a estratégia da Petrobras para recompor reservas de petróleo e gás por meio da exploração de fronteiras no Brasil e no exterior. A iniciativa também amplia a atuação da empresa na Costa do Marfim e fortalece sua presença no continente africano, onde a estatal já mantém operações em outros países.
A margem equatorial se formou durante a abertura do oceano Atlântico e ocorre tanto no norte da América do Sul quanto na África Ocidental. Descobertas recentes na Guiana e no Suriname aumentaram o interesse internacional pela região, vista como uma das principais fronteiras globais para a exploração de petróleo e gás.
No Brasil, a Petrobras realiza perfurações exploratórias no litoral do Amapá e do Rio Grande do Norte. A companhia também identificou reservatórios de gás na margem equatorial da Colômbia, reforçando a importância dessa faixa geológica para seus planos de exploração.
Retomada da presença na África
Além da Costa do Marfim, a Petrobras atua na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. Em agosto de 2026, iniciou negociações para participar de blocos exploratórios em Gana. O movimento representa uma retomada da presença da estatal no continente, onde já operou em países como Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia.
Fora do Brasil e da África, a companhia mantém atividades de exploração e produção na Argentina, na Bolívia, na Colômbia e nos Estados Unidos. Com os novos contratos, a Petrobras ganha espaço em uma área de potencial ainda pouco avaliado, mas acompanhada com crescente atenção pelo setor energético internacional.
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