Inflação da zona do euro acelera para 3,2% em agosto
Inflação anual da zona do euro sobe de 2,9% em julho para 3,2% em agosto de 2026, impulsionada principalmente por serviços e energia. União Europeia registra o mesmo ritmo de alta de preços.

Divulgação
A inflação anual da zona do euro acelerou para 3,2% em agosto de 2026, ante 2,9% em julho. A alta também foi maior do que os 2,0% registrados no mesmo mês de 2025, indicando nova pressão sobre os preços ao consumidor no bloco.
Serviços e energia puxam a alta
Os serviços foram o principal componente da inflação, com contribuição de 1,43 ponto percentual para a taxa anual. A energia respondeu por mais 1,29 ponto percentual, evidenciando que despesas essenciais e ligadas ao consumo cotidiano continuam no centro do aumento geral de preços.
Os bens industriais não energéticos contribuíram com 0,30 ponto percentual. Já alimentação, álcool e tabaco acrescentaram 0,22 ponto percentual ao índice anual. Os números mostram que a aceleração não se concentrou em um único grupo, embora serviços e energia tenham peso decisivamente maior.
União Europeia também registra 3,2%
A União Europeia, formada por 27 países, registrou inflação de 3,2% em agosto, comparada com 3,0% em julho e 2,4% em agosto de 2025. O resultado acompanha a tendência de alta observada na zona do euro e reforça a atenção das autoridades monetárias ao comportamento dos preços.
Entre os países da União Europeia, a inflação aumentou em 20 na comparação com julho, permaneceu estável em um e caiu em seis. As menores taxas foram registradas na Suécia, com 0,3%, seguida pela Estônia, com 1,3%, e pela República Tcheca, com 1,5%.
Os maiores níveis de inflação ficaram na Romênia, com 6,3%, na Lituânia, com 5,6%, e no Chipre, com 5,2%. A Irlanda registrou alta de 3,4%, enquanto a Alemanha, maior economia do bloco, ficou em 2,9%.
Dado definitivo fica abaixo da estimativa inicial
A estimativa preliminar divulgada em 1º de setembro indicava inflação de 3,3% na zona do euro em agosto. O dado definitivo foi revisado para 3,2%, uma pequena redução que não altera o cenário de aceleração em relação a julho.
Em 2026, a inflação da zona do euro apresentou trajetória instável. O índice ficou em 2,6% em março, subiu para 3,0% em abril e atingiu 3,2% em maio. Depois, recuou para 2,8% em junho, avançou para 2,9% em julho e voltou aos 3,2% em agosto.
A zona do euro passou a contar com 21 integrantes em 1º de janeiro de 2026, após a entrada da Bulgária. A próxima divulgação da inflação está prevista para 16 de outubro e será acompanhada de perto por investidores, empresas e consumidores.
A inflação anual mede a variação dos preços de bens e serviços de consumo entre o mês analisado e o mesmo período do ano anterior. O Eurostat utiliza o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor, conhecido como HICP, para comparar a evolução dos preços entre os países do bloco.
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