iFood aposta em expansão para reduzir ociosidade e elevar renda de entregadores
CEO Diego Barreto afirma que o crescimento dos pedidos e o lançamento do Envios iFood podem manter entregadores ocupados por mais tempo. Empresa, porém, não informou valores nem garantiu aumento individual da renda.

Divulgação
O iFood espera reduzir o tempo sem corridas entre seus entregadores e, com isso, aumentar a renda recebida pelos profissionais. A estratégia apresentada pelo CEO Diego Barreto depende do crescimento do volume de pedidos e da entrada da plataforma em novas categorias de entrega.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026), durante o iFood Move 2026, em São Paulo. Para o executivo, a ampliação das atividades pode distribuir mais solicitações ao longo do dia e diminuir períodos em que o entregador permanece conectado sem receber uma corrida.
Empresa reconhece dilema sobre quantidade de entregadores
Barreto admitiu que o resultado não depende apenas do crescimento da demanda. A empresa também precisa decidir se mantém o número atual de profissionais conectados ou se permite a entrada de novos entregadores. Quanto mais trabalhadores houver na plataforma, maior será a divisão dos pedidos disponíveis.
Segundo o CEO, essa decisão varia conforme a realidade de cada cidade. Regiões com demanda crescente podem absorver mais profissionais, enquanto outras exigem maior controle para evitar excesso de entregadores e queda no ganho médio individual.
A companhia não apresentou uma estimativa de quanto a renda poderá aumentar. Barreto afirmou apenas que o iFood pretende expandir suas operações e elevar a massa total de recursos destinada aos entregadores. Com a estratégia, a expectativa é que menos tempo ocioso resulte em maior rendimento absoluto para os profissionais.
Novo serviço amplia uso da rede de entregas
Também nesta quarta-feira, o iFood lançou o Envios iFood, serviço que coloca a infraestrutura tecnológica e a rede de aproximadamente 600 mil entregadores parceiros à disposição de empresas externas. Lojas e prestadores de serviços poderão usar canais próprios, como sites e WhatsApp, e contratar entregas a partir de uma hora ou no mesmo dia.
A iniciativa pode gerar novas oportunidades de corrida fora dos pedidos tradicionais de restaurantes. Ainda assim, o impacto sobre a renda individual dependerá do equilíbrio entre o aumento da demanda e a quantidade de entregadores disponíveis em cada região.
Reivindicações seguem entre trabalhadores
O anúncio ocorre menos de um mês após uma paralisação de entregadores de aplicativos em São Paulo. Em 1º de setembro, cerca de 300 motociclistas participaram de uma motociata que passou pelas sedes do iFood e da 99 para cobrar melhores condições de trabalho e remuneração.
A proposta da empresa busca aumentar a utilização de sua rede logística, mas ainda não responde a todas as reivindicações da categoria. O principal desafio será transformar o crescimento dos pedidos em ganhos mais previsíveis sem ampliar excessivamente o número de profissionais conectados.
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