China planeja constelação de satélites com parceiros internacionais
Programa reunirá 30 satélites CubeSat para monitorar o espaço entre a Terra e a Lua, estudar eventos meteorológicos espaciais e detectar explosões de raios gama. A implantação está prevista para antes de 2030, com participação de cientistas e instituições de vários países.

Divulgação
A China apresentou um programa internacional para construir uma constelação de satélites científicos no espaço entre a Terra e a Lua. Batizado de Programa de Constelação Cislunar de CubeSat, ou C3, o projeto será aberto a pesquisadores e instituições de diferentes países e deverá colocar os primeiros equipamentos em órbita antes de 2030.
Constelação terá 30 satélites
O sistema será formado por 30 satélites CubeSat, modelos compactos com peso máximo de 30 kg cada. A rede terá como principais funções monitorar o ambiente espacial, acompanhar fenômenos ligados à meteorologia espacial e detectar explosões de raios gama, emissões intensas de radiação associadas a eventos cósmicos de grande energia.
Observação coordenada da região cislunar
O espaço cislunar se estende das órbitas mais próximas da Terra até aproximadamente 2 milhões de quilômetros do planeta. A área ganhou importância estratégica com os planos de missões lunares tripuladas e a proposta de instalar estações permanentes de pesquisa na superfície lunar. Com observações realizadas ao mesmo tempo por vários satélites e pontos de apoio no solo, a constelação poderá aumentar a precisão dos dados e melhorar o acompanhamento da evolução de eventos espaciais.
A iniciativa também busca ampliar o acesso de países em desenvolvimento à exploração do espaço profundo. O programa prevê treinamento técnico e a criação de padrões comuns de interface para facilitar a participação de centros de pesquisa estrangeiros no desenvolvimento de satélites, cargas úteis e sistemas de controle.
Países já aderiram à primeira fase
Instituições da Tailândia, Sérvia, Egito, Senegal e Indonésia já ingressaram no projeto. A primeira etapa de engenharia começou com estudos sobre os satélites, os instrumentos científicos, o rastreamento, o controle e outros componentes essenciais da constelação.
O C3 é uma iniciativa do Laboratório de Exploração do Espaço Profundo, conhecido como DSEL, e da Associação Internacional de Exploração do Espaço Profundo, a IDSEA, com apoio da Organização de Cooperação Espacial Ásia-Pacífico. O anúncio foi feito durante a Conferência Internacional de Exploração do Espaço Profundo de 2026, realizada em Hefei, na província chinesa de Anhui.
A constelação deverá contribuir tanto para a pesquisa científica quanto para o planejamento de futuras operações lunares. Ao mapear com mais regularidade as condições da região entre a Terra e a Lua, o projeto pode ajudar a reduzir riscos para missões espaciais e ampliar a cooperação internacional em atividades no espaço profundo.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








