OpenAI cria mecanismo de alerta para eleições de 2026
Empresa apresentou ao TSE um plano para reduzir riscos eleitorais no ChatGPT e em outros recursos. Medidas incluem bloqueio de recomendações de voto, restrições a campanhas em larga escala e monitoramento de atividades suspeitas.

Divulgação
A OpenAI apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral um plano de conformidade para as Eleições de 2026, com medidas destinadas a prevenir e reduzir riscos à integridade do processo eleitoral. O documento estabelece barreiras no ChatGPT e em outras ferramentas da empresa contra o uso indevido de inteligência artificial em campanhas políticas.
Barreiras contra recomendações de voto
O sistema será orientado a não favorecer candidatos, partidos, federações ou coligações. Também não poderá recomendar voto, emitir preferência eleitoral ou priorizar determinadas campanhas em respostas geradas aos usuários.
As regras incluem restrições ao uso das ferramentas para produzir ou distribuir mensagens de campanha em larga escala, seja em favor ou contra candidatos e propostas submetidas à votação. A empresa também pretende coibir interferências eleitorais, ações para desestimular o comparecimento às urnas e tentativas de apresentar conteúdo automatizado como se fosse criado por uma pessoa.
Monitoramento de sinais de abuso
O plano prevê um mecanismo de alerta antecipado para acompanhar o ciclo eleitoral. Equipes da OpenAI deverão observar mudanças incomuns na atividade relacionada às eleições e outros indícios que possam exigir investigação.
Entre os sinais monitorados estão a tentativa de criar materiais eleitorais oficiais falsificados, a divulgação enganosa de supostas fraudes e o aumento de consultas destinadas a imitar candidatos, autoridades eleitorais ou figuras públicas. Comportamentos anormais envolvendo informações sobre votação também poderão ser avaliados.
Identificação de conteúdo gerado por IA
O documento aborda mecanismos para identificar conteúdos produzidos por inteligência artificial e dificultar sua utilização de forma enganosa. A empresa também pretende reforçar respostas a tentativas de burlar regras de segurança e adaptar os sistemas aos riscos que surgirem durante o período eleitoral.
O ChatGPT é o principal serviço analisado no plano, mas as medidas também考虑考虑 consideram outras funcionalidades da OpenAI capazes de gerar texto, imagens, áudio, traduções, resumos e análises. A preocupação central é impedir que esses recursos sejam usados para manipular eleitores, prejudicar campanhas ou comprometer a confiança no processo eleitoral.
Medidas seguem regras do TSE
O plano foi elaborado com base na Portaria nº 463/2026 e na Resolução nº 23.610/2019 do TSE, alterada pela Resolução nº 23.755/2026. As normas exigem que provedores de sistemas de IA descrevam ações de prevenção e mitigação de riscos durante as eleições.
O texto também trata de conteúdos sexuais não consentidos envolvendo candidatos, violência política de gênero e tentativas de personificação. As medidas mostram a preocupação crescente das autoridades e das empresas de tecnologia com o impacto da inteligência artificial na disputa eleitoral.
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