McLaren confirma primeiro Suv e mira rivais de luxo
Marca britânica oficializou a chegada de um SUV de alta performance, impulsionada por um investimento de £ 500 milhões no Reino Unido. Modelo deve adotar tecnologia híbrida e disputar espaço com Urus, Purosangue, DBX e Bentayga.

Divulgação
A McLaren confirmou a produção do primeiro SUV de sua história, encerrando anos de resistência a modelos fora da tradição da marca. O novo veículo marcará a entrada da fabricante britânica em uma categoria dominada por nomes como Lamborghini Urus, Ferrari Purosangue, Aston Martin DBX e Bentley Bentayga.
Investimento de £ 500 milhões sustenta a expansão
O projeto faz parte de um programa de investimentos de £ 500 milhões, aproximadamente R$ 3,6 bilhões na conversão direta, destinado à ampliação da engenharia e da capacidade produtiva da McLaren no Reino Unido. A empresa ainda não revelou nome, imagens, especificações ou uma data definitiva de lançamento.
Informações divulgadas na Europa indicam que a estreia deve ocorrer antes de 2030. Rumores anteriores apontavam para 2027 e sugeriam o uso do codinome interno P47, mas nenhuma dessas informações foi confirmada oficialmente pela fabricante.
Propulsão híbrida é o cenário mais provável
A McLaren classificou o veículo apenas como SUV de alta performance. A marca também não confirmou o conjunto mecânico, mas anunciou o desenvolvimento interno de dois novos sistemas de motor e transmissão vinculados à sua estratégia de eletrificação.
O cenário mais esperado é a adoção de uma mecânica híbrida, possivelmente combinando um motor V8 biturbo, propulsores elétricos e tração integral. Se confirmada, essa configuração tornará o SUV o primeiro McLaren de produção a enviar potência às quatro rodas. Atualmente, modelos como Artura e W1 permanecem com tração traseira.
A eletrificação, no entanto, não representa uma ruptura completa para a empresa. A McLaren foi uma das primeiras fabricantes de supercarros a investir em um modelo híbrido de série com o P1, lançado na década passada.
Produção será ampliada no Reino Unido
O investimento também financiará uma nova unidade de montagem de veículos no Reino Unido. Pela primeira vez, a McLaren Automotive deverá projetar e fabricar internamente seus próprios sistemas de propulsão, reduzindo a dependência de soluções externas.
As instalações de Woking serão ampliadas, assim como o McLaren Composites Technology Centre, em South Yorkshire. A estrutura produtiva também contará com o centro de design de Bicester e uma unidade de testes e desenvolvimento na região de Midlands.
A companhia estima a criação de pelo menos 1 mil empregos diretos e indiretos até 2032. A expansão da cadeia britânica de fornecedores pode gerar outros 3 mil postos, enquanto a força de trabalho vinculada à produção deve dobrar.
Mudança estratégica segue concorrentes tradicionais
Relatos preliminares indicam um veículo com quatro portas, cinco lugares e carroceria mais alta, mas mantendo proporções esportivas. A proposta é oferecer desempenho próximo ao de um supercarro em um modelo mais versátil para famílias e para o uso diário.
O desenho permanece em sigilo, mas a experiência da McLaren com fibra de carbono, estruturas leves e aerodinâmica ativa deve diferenciar o SUV dos concorrentes. A marca afirma que pretende ampliar seu portfólio com cautela, mantendo o supercarro como referência central.
A chegada do modelo representa uma inflexão histórica para uma empresa associada às competições desde sua fundação por Bruce McLaren, em 1963. Embora tenha entrado tarde nesse segmento, a fabricante busca transformar sua expertise tecnológica em vantagem comercial diante de rivais que já encontram nos utilitários de luxo uma importante fonte de vendas.
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