Trump anuncia “czar da Ia” e promete não frear setor
Donald Trump anunciou a criação de uma força dedicada à inteligência artificial e pretende nomear um “czar da IA”. Sem detalhes sobre atribuições ou critérios de escolha, o presidente promete estimular o setor e classifica a tecnologia como uma nova revolução industrial.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a criação de uma força dedicada à inteligência artificial e informou que indicará, em breve, um “czar da IA” para comandar a iniciativa. O anúncio foi feito pelo presidente por meio de uma publicação em sua rede social, o Truth Social.
Busca por um comandante
Trump ainda não apresentou os critérios para escolher o responsável pela nova estrutura nem explicou como o trabalho será organizado. Ao afirmar que “indivíduos com alto QI devem se candidatar”, o presidente sugeriu a possibilidade de um processo de inscrição de interessados, mas sem informar prazos, requisitos ou instituições envolvidas.
Discurso contra “farsas”
Para defender a medida, Trump voltou a atacar adversários políticos ao citar supostas “farsas” produzidas por democratas da chamada esquerda radical. Entre os exemplos mencionados pelo presidente estão a Guerra Russo-Ucraniana, o aquecimento global e questões relacionadas à população transgênero.
IA como nova revolução industrial
O presidente classificou a inteligência artificial como a próxima revolução industrial, possivelmente maior e mais impactante que as anteriores. Trump chegou a estimar que o setor poderá representar até 25% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, embora não tenha apresentado os cálculos utilizados para chegar a esse percentual.
Incentivo sem freios
Ao prometer que seu governo não pretende “impedir ou sufocar” o crescimento da indústria de IA, Trump sinaliza uma política de estímulo à inovação e às empresas do setor. A declaração reforça a tentativa de manter os Estados Unidos na liderança de uma área disputada por potências econômicas e tecnológicas em todo o mundo.
Dúvidas sobre atribuições
A falta de detalhes, no entanto, deixa questões importantes sem resposta. Ainda não está claro quais serão os poderes do “czar da IA”, como a iniciativa se relacionará com agências federais, empresas e Congresso, nem de que forma serão tratadas preocupações envolvendo segurança, privacidade, direitos autorais e uso da tecnologia pelo governo.
A criação do cargo pode centralizar a política norte-americana para a inteligência artificial, mas sua eficácia dependerá do mandato recebido, dos recursos disponíveis e da capacidade de conciliar inovação com regras claras. O anúncio também deve reacender o debate político nos Estados Unidos, especialmente diante do tom combativo adotado por Trump para justificar a nova iniciativa.
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