Ford EcoSport de seis rodas é oferecido em leilão nos Estados Unidos
Um Ford EcoSport Titanium 2019 recebeu traseira alongada, terceiro eixo e rodas extras, mas mantém a mecânica original e carrega histórico de sinistro.

Divulgação
Um Ford EcoSport Titanium 2019 bastante incomum está sendo oferecido em um leilão online nos Estados Unidos. O crossover compacto foi transformado em um veículo de seis rodas, com traseira alongada, terceiro eixo e aerofólio no teto. A proposta visual é llamativa, mas a mecânica permaneceu praticamente a mesma do modelo de fábrica, o que torna a conversão mais curiosa do que funcional.
Conversão adiciona um terceiro eixo à traseira
Para realizar a alteração, a carroceria foi cortada atrás das portas traseiras e recebeu uma seção alongada, além de um subchassi auxiliar destinado a sustentar o novo eixo. O conjunto ganhou rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus Firestone WeatherGrip. O resultado mantém proporções bastante diferentes das previstas originalmente pela Ford, especialmente pelo comprimento extra e pelo par adicional de pneus apoiado no chão.
Interior sofisticado contrasta com a mecânica original
O interior da versão Titanium foi preservado. Entre os itens mantidos estão os bancos revestidos em couro preto, o ajuste elétrico em seis posições para o motorista e a central multimídia de 6,5 polegadas com Apple CarPlay, Android Auto e áudio Bang & Olufsen. Sob o capô, porém, continua o motor Duratec 2.0 de quatro cilindros, com 166 cv na especificação estadunidense, associado ao câmbio automático SelectShift de seis marchas e à tração integral.
Com a adaptação, o sistema transmite força às rodas dianteiras e ao conjunto intermediário, caracterizando tecnicamente uma configuração 6x4. Ainda assim, não houve reforço relevante na transmissão para compensar o aumento de peso, o maior número de pneus e a resistência adicional ao rolamento. O mesmo motor que movia um crossover compacto agora precisa trabalhar com uma carroceria mais pesada, longa e carregada por um eixo que não fazia parte do projeto original.
Histórico de sinistro e uso real exigem atenção
O odômetro registra aproximadamente 47 mil milhas, equivalentes a 75,6 mil quilômetros. Cerca de 500 milhas foram percorridas desde que o proprietário atual adquiriu o veículo em 2025, indicando que a conversão não ficou apenas exposta como peça estática. Os documentos, no entanto, informam um acidente na dianteira em novembro de 2019 e trazem a classificação de veículo reconstruído após sinistro, com registros de recuperação entre 2019 e 2025.
O automóvel será vendido sem lance mínimo. Para qualquer interessado, a avaliação deve ir além da aparência exótica: serão indispensáveis uma inspeção estrutural detalhada, a verificação da suspensão, dos freios, da alinhamento e da documentação, além de um teste que demonstre o comportamento do conjunto com o eixo adicional. A modificação certamente garante atenção nas ruas, mas não há garantia de que o ganho visual compense as limitações mecânicas e os riscos de uma conversão fora do projeto original.
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