Preços do milho recuam em algumas regiões com demanda mais fraca
A demanda mais cautelosa dos compradores pressionou parte das cotações do milho, embora a comparação regional ainda mostre oscilações mistas em várias praças do país.

Divulgação
Os preços do milho voltaram a recuar em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. A retração está associada à maior cautela dos compradores brasileiros, que passaram a reduzir a frequência das negociações após atenderem boa parte das necessidades de curto prazo com compras anteriores.
Cotação de Campinas registra queda desde o início de setembro
Na sexta-feira (11/9), o indicador do Cepea para o milho, baseado na praça de Campinas (SP), foi registrado em R$ 69,77 por saca de 60 quilos. O valor representa queda de 0,65% desde o início deste mês, sinalizando um ambiente de menor pressão compradora e maior expectativa de estabilidade no curto prazo.
Regiões monitoradas seguem com oscilações diferentes
Apesar do recuo observado em Campinas, o panorama nacional continua dividido. Na comparação semanal, das 39 regiões acompanhadas pela consultoria AgRural, 22 registraram altas nos preços do cereal. Dez praças registraram quedas, enquanto as outras sete ficaram estáveis.
Essa distribuição mostra que a tendência não foi generalizada. Embora parte dos compradores tenha se afastado temporariamente das operações, outras regiões ainda apresentaram demanda suficiente para sustentar ou elevar as cotações. As diferenças podem estar relacionadas ao nível de estoques, às condições de abastecimento, à logística local e ao momento de compra de cada mercado.
Para produtores e comerciantes, o comportamento do preço reforça a importância de acompanhar as praças próximas à sua operação. Um indicador regional isolado não necessariamente representa o comportamento do conjunto do mercado, especialmente em um commodity negociado em diferentes centros de produção e consumo.
A demanda mais fraca no curto prazo pode aliviar pressões sobre os compradores, mas também limita a recuperação imediata dos preços pagos ao produtor. Com isso, o gerenciamento da comercialização continua sendo uma decisão estratégica, considerando custos, necessidade de caixa, armazenamento e as evoluções semanais observadas nas principais regiões do país.
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