Poder de compra do avicultor cai ao menor nível desde fevereiro
Em agosto, o poder de compra dos avicultores paulistas frente ao milho e ao farelo de soja recuou, atingindo o menor patamar desde fevereiro, segundo dados do Cepea. Apesar da recuperação dos preços dos ovos, a alta dos insumos pressionou a margem dos produtores.

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O poder de compra dos avicultores paulistas em relação ao milho e ao farelo de soja apresentou nova queda em agosto, alcançando o menor nível desde fevereiro deste ano, quando se consideram os valores deflacionados pelo IGP‑DI de julho de 2026. Os números foram divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que analisou a relação de troca entre a venda de uma caixa de ovos e a quantidade de cereal que pode ser adquirida com o recurso obtido.
Queda do poder de compra em agosto
Segundo o Cepea, a venda de uma caixa de ovos brancos permitiu a aquisição de 128,49 quilos de milho em agosto, enquanto a mesma operação com ovos vermelhos rendeu 128,86 quilos do cereal. Ambos os índices ficaram 1,3% abaixo dos registrados em julho, marcando a segunda queda consecutiva do poder de compra em relação ao milho.
Comparação entre ovos brancos e vermelhos
Em termos reais, a diferença entre os dois tipos de ovos foi mínima, com apenas 0,37 quilo a favor dos vermelhos. Essa pequena vantagem não foi suficiente para compensar a perda geral de capacidade de compra, já que a valorização mais intensa do milho e do farelo de soja entre julho e agosto reduziu o poder de negociação dos avicultores.
Impacto dos insumos na margem dos produtores
Apesar da recuperação observada nas cotações dos ovos no último mês, os pesquisadores destacam que a elevação sustentada dos preços dos insumos continuou a pressionar a margem de compra dos produtores. A combinação de preços mais altos do milho e do farelo de soja anulou parte dos ganhos obtidos com a valorização dos ovos, mantendo o poder de compra em patamares desfavoráveis.
O movimento evidencia que, para melhorar a situação financeira dos avicultores, será necessário não apenas estabilizar os preços dos ovos, mas também conter a escalada dos custos dos principais insumos da cadeia. Até lá, os produtores seguem enfrentando um ambiente de aperto econômico que limita suas decisões de investimento e de expansão da atividade.








