Nova tecnologia com Ia acelera classificação da soja
A Brasil Agritest desenvolve o Grain Analytic System, equipamento que usa visão computacional, fotônica e inteligência artificial para analisar grãos de soja de forma mais rápida e padronizada. A tecnologia reduz o tempo de classificação de até 1h30 para cerca de quatro minutos.

Divulgação
A classificação da soja, etapa decisiva para a comercialização e a exportação do grão, deve ganhar mais velocidade e padronização com o desenvolvimento do Grain Analytic System, o Gras. Criado pela Brasil Agritest, o equipamento combina fotônica, visão computacional e inteligência artificial para reduzir a dependência de avaliações manuais e aumentar a representatividade dos laudos.
Resultado em minutos
Em amostras com grande quantidade de defeitos, um classificador pode levar até uma hora e meia para concluir a análise. O Gras realiza o procedimento em até quatro minutos, independentemente da qualidade da soja. O primeiro protótipo foi desenvolvido em ambiente da Embrapa e, posteriormente, passou a ser testado em condições reais de uso.
Análise de toda a amostra
O método tradicional costuma trabalhar com amostras de aproximadamente 50 gramas, nas quais apenas parte dos grãos é avaliada. O novo equipamento examina os grãos individualmente e consegue analisar 100% de uma amostra de até 140 gramas. Segundo os responsáveis pelo projeto, essa ampliação torna o resultado mais representativo e diminui a margem de subjetividade.
Defeitos internos sem cortar o grão
Além dos problemas visíveis externamente, o sistema busca identificar alterações internas por meio de iluminação especial e da captura de informações físico-químicas. Na classificação manual, alguns defeitos exigem o corte do grão para serem observados. A tecnologia desenvolvida pela startup permite obter esses dados sem danificar a amostra, ainda que os parâmetros de detecção continuem sendo aperfeiçoados.
Tecnologia deve chegar primeiro às cooperativas
O projeto recebeu investimentos de R$ 4 milhões para desenvolver os critérios de análise autônoma. Para os fundadores da Brasil Agritest, Thomas Martins Ceglia e Lucas Solarewicz, um laudo mais objetivo pode reduzir conflitos na negociação da soja, cuja precificação é influenciada diretamente pela classificação. A empresa também vê nas cooperativas um caminho para ampliar o acesso de produtores menores à tecnologia.
Após consolidar o sistema para a soja, a equipe pretende adaptar o equipamento ao milho. A mudança exigirá novos treinamentos de inteligência artificial e ajustes nos parâmetros de detecção, pois cada cultura apresenta características próprias. O Gras está na fase final de testes antes de iniciar sua comercialização.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








