Milho e trigo recuam em Chicago com avanço da colheita nos EUA; soja segue estável
Cotações internacionais de grãos refletem o progresso da safra americana e a valorização do real, impactando a competitividade das exportações brasileiras.

Divulgação
Os mercados de commodities agrícolas em Chicago apresentaram movimentos distintos nesta quarta-feira. O milho e o trigo registraram quedas em suas cotações, influenciados diretamente pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Os contratos futuros de milho com vencimento em dezembro de 2026, por exemplo, apresentaram um recuo de 0,74%, sendo negociados a US$ 5,0425 por bushel. Similarmente, o trigo também sentiu a pressão, com os contratos para dezembro de 2026 caindo 0,92% e alcançando US$ 6,9775 o bushel.
Colheita americana pressiona preços de grãos
O cenário de queda para milho e trigo é amplamente atribuído ao progresso da safra nos Estados Unidos. A expectativa de uma oferta maior no mercado internacional, decorrente da conclusão mais rápida das atividades de colheita, tende a exercer pressão baixista sobre os preços. Essa dinâmica é um fator importante para os produtores e para a formação de preços globais, impactando diretamente as decisões de comercialização e planejamento.
Soja opera em equilíbrio com fatores contrastantes
Em contrapartida, a soja manteve uma operação mais estável na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega prevista para novembro de 2026 registraram uma leve desvalorização de 0,04%, cotados a US$ 13,0225 por bushel. Esse equilíbrio de preços é sustentado por uma conjunção de fatores. Por um lado, o avanço da colheita americana também contribui para a pressão sobre os preços da oleaginosa. Por outro lado, a forte valorização do real frente ao dólar tem reduzido a competitividade das exportações brasileiras, o que atua como um fator de sustentação para as cotações internas e, indiretamente, para o mercado internacional.
Competitividade das exportações brasileiras em xeque
A perda de competitividade das exportações brasileiras, impulsionada pela valorização cambial, é um ponto crucial a ser observado. Em um mercado globalizado, a relação entre as moedas nacionais e o dólar tem um impacto direto na atratividade dos produtos brasileiros para compradores internacionais. Quando o real se fortalece, os produtos brasileiros tornam-se mais caros em dólar, o que pode levar compradores a buscar alternativas em outros países. Este cenário, embora beneficie importadores, representa um desafio para os exportadores brasileiros, influenciando as decisões de venda e a rentabilidade do setor.
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