Pancascafé movimenta cafeicultura com concurso e inovações no Espírito Santo
O Pancascafé, em sua segunda edição, reúne produtores e especialistas em Pancas, Espírito Santo, para dois dias de imersão na cafeicultura de qualidade. O evento destaca palestras sobre o futuro dos cafés especiais, produção orgânica e tecnologia, culminando em um concurso que valoriza as melhores amostras da região, impulsionando o agronegócio local.

Divulgação
Pancas, no noroeste do Espírito Santo, torna-se o epicentro da cafeicultura de qualidade nesta sexta-feira (09) e sábado (10) com a segunda edição do Pancascafé. O evento, que acontece na Igreja Luterana de São Bento, em Laginha, não é apenas uma vitrine para os cafés especiais da região, mas um verdadeiro fórum de discussão sobre o futuro do setor. Produtores, especialistas e entusiastas se reúnem para compartilhar conhecimentos, celebrar a excelência e impulsionar a inovação no agronegócio cafeeiro, consolidando a vocação da região para a produção de grãos diferenciados.
Inovação e sustentabilidade em debate
Com o objetivo central de valorizar e incentivar a produção de cafés especiais no município e em toda a região adjacente, o Pancascafé preparou uma programação robusta e altamente relevante para os desafios atuais do setor. Os participantes terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em temas de vanguarda, como o futuro dos cafés especiais, que se molda a partir de novas demandas de mercado e consumo. Questões cruciais sobre os desafios da produção orgânica serão abordadas, assim como o impacto e as oportunidades que a tecnologia, exemplificada pelo uso de drones na cafeicultura, traz para otimizar processos e aumentar a eficiência no campo. A troca de experiências visa capacitar os produtores e garantir a sustentabilidade do setor, preparando-os para um mercado cada vez mais exigente.
Reconhecimento à excelência regional
Um dos pontos altos do Pancascafé é a 2ª edição do Concurso de Cafés Especiais de Pancas e Municípios Vizinhos, que serve como um palco para a excelência produtiva local. A competição atraiu impressionantes 40 amostras, provenientes de sete diferentes municípios – São Domingos, Colatina, Mantenópolis, Pancas, Águia Branca, Marilândia e Alto Rio Novo –, demonstrando a força e diversidade da cafeicultura capixaba. A valorização dos talentos é tangível, com prêmios em dinheiro para os colocados do 15º ao 4º lugar, e valores substanciais de R$ 5 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil para os três primeiros. Além disso, o concurso promove inclusão e incentivo ao reconhecer categorias especiais, como o melhor café produzido em Pancas, o melhor café de produtora mulher e o melhor café de jovem produtor, estimulando a participação e aprimoramento contínuo de todos os elos da cadeia produtiva.
Parcerias que fortalecem a cadeia do café
A realização do Pancascafé é fruto de uma ampla colaboração entre diversas entidades, liderada pelo Sítio Esteves Jorge e pela Associação Turística de Pancas (Aturp). O evento conta com o apoio fundamental da Prefeitura de Pancas, Senar, Incaper, Sindicato Rural, Ifes de Itapina, Igreja Luterana e de importantes empresas e secretarias municipais, sublinhando o engajamento comunitário e institucional na promoção da cafeicultura. Além das palestras técnicas e do concurso, a programação inclui workshops sobre métodos de preparo de cafés especiais e sessões de cupping, oferecendo uma experiência completa para todos os participantes e reforçando a cultura do café especial na região. A união de esforços é essencial para elevar o patamar dos cafés produzidos no Espírito Santo e garantir seu reconhecimento nacional e internacional.
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