Europa e China: quais são os próximos passos para a carne bovina brasileira?
A Abiec estima que as compras de carne bovina brasileira pela União Europeia sejam retomadas no primeiro semestre de 2027. Enquanto o setor acompanha as exigências sanitárias do bloco, a cota chinesa do próximo ano pode se esgotar entre março e abril.

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Retomada europeia é projetada para 2027
As compras de carne bovina brasileira pela União Europeia devem ser retomadas no primeiro semestre de 2027, conforme projeção de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). A estimativa indica uma possível reabertura de um mercado tradicional e de alto valor para os frigoríficos do país, mas ainda depende de avanços nas tratativas sanitárias entre as partes.
As exportações brasileiras de carne bovina, frango, ovos, mel e pescados estão suspensas desde 3 de setembro. A restrição foi imposta depois que o bloco europeu questionou os controles brasileiros sobre o uso de antimicrobianos nos animais. Para o setor exportador, a retomada exigirá a demonstração de mecanismos consistentes de fiscalização, rastreabilidade e conformidade com os requisitos aplicados pelo mercado europeu.
China continua sendo um mercado essencial
Enquanto a solução com a União Europeia é acompanhada de perto, a China permanece como destino central para a carne bovina brasileira. A Abiec avalia que a cota chinesa de 2027 pode se esgotar entre março e abril, ritmo que evidencia a força da demanda asiática. O cenário sustenta os embarques, mas também reforça a necessidade de diversificar destinos e reduzir a dependência de um único comprador.
A volta às compras europeias poderia ampliar as opções para os exportadores e contribuir para melhores condições comerciais. Além disso, ajudaria a equilibrar os fluxos em um momento de demanda aquecida na China. Ainda assim, o volume efetivamente enviado à Europa dependerá dos preços internacionais, da competitividade de outros fornecedores e do calendário de liberação dos produtos brasileiros.
Os próximos passos envolvem diálogo técnico, ajustes nos controles relacionados aos antimicrobianos e avaliação das autoridades europeias. Até que haja uma confirmação formal, o primeiro semestre de 2027 deve ser tratado como uma previsão do setor, e não como uma data definitivamente assegurada. Para produtores e frigoríficos, a prioridade é manter a regularidade das exportações e preservar a confiança dos mercados externos.
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