Indústrias mantêm previsão de safra de soja no Brasil e reduzem estimativa de exportações
A Abiove mantém em 180,4 milhões de toneladas a previsão para a produção brasileira de soja. A entidade reduz a estimativa de exportações em grão para 115 milhões de toneladas e eleva a projeção de processamento industrial.

Divulgação
A produção brasileira de soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, sem alteração em relação à projeção apresentada no mês anterior. A estimativa foi confirmada nesta sexta-feira (18/9) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que acompanha os principais indicadores do setor de soja e derivados.
Exportações de grão têm previsão reduzida
A entidade revisou para baixo em 0,3% a estimativa de exportações de soja em grão. O volume previsto agora é de 115 milhões de toneladas. A mudança é pequena, mas indica um ajuste na distribuição da produção entre o mercado externo e o processamento dentro do país.
Na direção oposta, a previsão de esmagamento foi elevada em 0,3%, reaching 63,50 milhões de toneladas. As importações de soja em grão permanecem em 900 mil toneladas, sem mudança ante o levantamento anterior. O volume é reduzido quando comparado com a produção nacional, reforçando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa.
Processamento e produção de farelo ganham força
As expectativas para o processamento do grão em 2026 foram revistas positivamente. No segmento de derivados, a estimativa de produção de farelo de soja aumentou 0,4%, reaching 48,9 milhões de toneladas. Já o volume destinado à exportação foi mantido em 25,3 milhões de toneladas.
O conjunto de dados mostra um cenário de produção elevada e de maior aproveitamento industrial da soja. A redução nas exportações de grão, acompanhada do aumento no processamento, sugere que parte relevante da safra deve permanecer no mercado doméstico para ser transformada em farelo e outros derivados antes de seguir para o comércio exterior.
A estabilidade na previsão de safra transmite segurança ao setor, enquanto os ajustes nas exportações e no processamento revelam como as indústrias avaliam a demanda por matéria-prima. O equilíbrio entre vender o grão diretamente ou agregar valor por meio do esmagamento continuará sendo um ponto central para os resultados do agronegócio brasileiro.
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