Cacau cai mais de 5% em Nova York com expectativa de maior oferta
Cacau registra queda acima de 5% na Bolsa de Nova York, pressionado pela perspectiva de oferta mais confortável. Café, algodão e suco de laranja também recuam, enquanto o açúcar avança.

Divulgação
O cacau registra forte queda nesta sexta-feira na Bolsa de Nova York, acompanhado pela expectativa de aumento da oferta no mercado internacional. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro de 2026 recuam 5,44% e são negociados a US$ 5.457 por tonelada.
Oferta mais confortável pressiona o cacau
A cotação do produto atingiu a mínima de uma semana, refletindo uma mudança no equilíbrio percebido entre oferta e demanda. A perspectiva de maior disponibilidade da amêndoa no curto prazo reduz a pressão compradora e favorece um movimento de realização de ganhos entre investidores.
O recuo do cacau destaca a sensibilidade do mercado às projeções de safra, à disponibilidade imediata do produto e ao comportamento dos estoques. Mesmo após um período de valorização histórica, os preços seguem vulneráveis a sinais de normalização no abastecimento global.
Café acompanha o movimento de baixa
O café também opera em leve queda. Os contratos com entrega em dezembro de 2026 recuam 0,05%, cotados a 2,7620 centavos de dólar por libra-peso. A tendência de baixa se mantém há três semanas, influenciada pela expectativa de oferta global abundante.
Açúcar sobe, enquanto algodão e suco de laranja recuam
No mercado de açúcar, os contratos com vencimento em outubro de 2026 avançam 1,03% e são negociados a US$ 17,60 por libra-peso. O desempenho positivo contrasta com o movimento observado em outras commodities agrícolas.
O algodão recua 0,73%, com os contratos da pluma para dezembro de 2026 cotados a 81,56 centavos de dólar por libra-peso. Já o suco de laranja concentrado e congelado, com vencimento em novembro de 2026, é negociado a US$ 1,4145 por libra-peso, com queda de 1%.
O conjunto das cotações mostra um mercado agrícola ainda bastante sensível às estimativas de produção e disponibilidade. A maior oferta esperada para o cacau impõe pressão adicional aos preços, enquanto produtos como o açúcar conseguem se valorizar em um pregão de desempenho dividido entre as principais commodities.
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