Como evitar o mofo nos frutos da jaqueira
Manchas que evoluem para mofo e provocam a queda ou morte de jacas jovens podem indicar antracnose, doença favorecida pelo calor e pela umidade. A prevenção combina aplicação preventiva de calda bordalesa fora da floração, podas de desbaste, remoção de frutos doentes e redução do acúmulo de água na copa.

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Sintomas podem indicar antracnose
Manchas escuras que avançam sobre os frutos, seguidas de mofo, mumificação ou queda, são sintomas compatíveis com a antracnose da jaqueira. A doença é causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que pode atacar flores, frutos jovens e estruturas em diferentes fases de desenvolvimento. Climas quentes e úmidos favorecem sua multiplicação e facilitam a contaminação.
Apesar da semelhança dos sinais, outras enfermidades, insetos e problemas de manejo também podem provocar perda de frutos. Por isso, o ideal é procurar a orientação de um técnico agrícola ou engenheiro agrônomo, especialmente quando o problema se repete a cada florada. O diagnóstico correto evita aplicações desnecessárias e permite ajustar o controle ao tamanho da planta e à intensidade da doença.
A calda bordalesa deve ser preventiva
O controle pode incluir pulverizações preventivas com calda bordalesa nas partes da árvore que forem alcançadas. A aplicação deve ser feita antes da floração e após a colheita, evitando períodos em que haja flores abertas. Como a jaqueira costuma ter porte elevado, a cobertura uniforme de frutos e ramos pode ser limitada, o que reforça a necessidade de prevenção.
A concentração, a frequência e a forma de aplicação precisam seguir recomendação técnica e as regras de segurança. É indispensável utilizar equipamentos de proteção, evitar deriva para outras plantas e respeitar o intervalo antes da colheita. Não se recomenda preparar ou aplicar a calda de forma empírica, pois doses inadequadas podem causar fitotoxicidade e prejudicar folhas e frutos.
Podas ajudam a diminuir a umidade
Além do tratamento, devem ser realizadas podas de raleio para retirar ramos secos, doentes, cruzados ou muito densos. A prática melhora a entrada de luz e a circulação de ar no interior da copa, reduzindo o tempo de molhamento das folhas e dos frutos. Ferramentas limpas e desinfetadas ajudam a evitar a transmissão de patógenos entre cortes.
Frutos atacados, restos de flores e materiais vegetais caídos ao redor da jaqueira também devem ser removidos, pois podem servir de abrigo para o fungo. Deve-se evitar o acúmulo de matéria orgânica junto ao caule, corrigir falhas de drenagem e controlar plantas invasoras que aumentem a umidade próxima à fruteira.
Monitoramento deve começar na primeira florada
A inspeção dos frutos deve começar logo após a formação das primeiras estruturas. Jacas jovens com manchas suspeitas precisam ser observadas com frequência e removidas quando apresentarem deterioração avançada. O registro das datas de floração, ocorrência de sintomas, podas e aplicações facilita o planejamento das próximas etapas.
Não existe uma medida isolada capaz de resolver o problema de forma definitiva. A proteção eficiente depende do manejo integrado, com poda adequada, eliminação de material contaminado, controle da umidade e aplicações preventivas nos períodos corretos. Em propriedades com perdas recorrentes, a assistência técnica é fundamental para definir um calendário seguro e eficiente.
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