Renda de pessoas com deficiência fica 28% menor em 2022
Pessoas com deficiência receberam, em média, R$ 2.053 no trabalho em 2022, contra R$ 2.890 entre aquelas sem deficiência. A ocupação também foi bem menor: 29% contra 55,8%.

Divulgação
O rendimento médio do trabalho das pessoas com deficiência foi de R$ 2.053 em 2022, valor 28% inferior aos R$ 2.890 registrados entre a população sem deficiência. A diferença de R$ 837 evidencia a desigualdade persistente no mercado de trabalho brasileiro e mostra que a deficiência segue associada a menores oportunidades de remuneração.
Ocupação é menor entre pessoas com deficiência
A distância também aparece na participação profissional. Apenas 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam ocupadas em 2022. Entre aquelas sem deficiência, o percentual chegou a 55,8%. Os dados indicam que o desafio não se limita ao valor recebido por quem consegue trabalhar: o acesso ao emprego é sensivelmente mais restrito para a população com deficiência.
Mulheres enfrentam dupla desigualdade
As mulheres com deficiência registraram rendimento médio de R$ 1.794, enquanto os homens do mesmo grupo receberam R$ 2.296. A diferença entre eles foi de 21,9%. Sem deficiência, os homens ganharam em média R$ 3.151, e as mulheres, R$ 2.546, uma distância de 19,2%. O cenário revela que a desigualdade de gênero permanece presente nos dois grupos, mas atinge níveis mais severos quando combinada à deficiência.
Deficiência atinge 14,4 milhões de pessoas
O IBGE estimou que 14,4 milhões de pessoas tinham deficiência em 2022, equivalentes a 7,3% da população com 2 anos ou mais. Em números absolutos, trata-se de uma parcela expressiva da sociedade, diretamente afetada pelas condições de escolarização, acessibilidade, qualificação profissional e inclusão nas empresas.
A comparação entre os grupos reforça a necessidade de combinar o cumprimento das políticas de inclusão com medidas efetivas de permanência e advancement profissional. Reduzir a diferença de renda e ocupação exige enfrentar barreiras físicas, educacionais e culturais que ainda limitam a participação plena das pessoas com deficiência na economia.
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