Senado banca segurança de Flávio em campanha, mas mantém gastos em sigilo
O Senado Federal tem arcado com a escolta de policiais legislativos para o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mas recusou-se a divulgar o tamanho da equipe, os destinos das viagens e o custo total da operação, apesar de um aumento expressivo nas despesas com diárias e passagens aéreas em 2026.

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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vem percorrendo o país sob a proteção de policiais do Senado Federal. A assessoria da Casa não informou quantos agentes estão envolvidos, quais são os roteiros das viagens nem quanto está sendo gasto com a operação, mesmo após pedidos feitos pela imprensa e por meio da Lei de Acesso à Informação.
Aumento nas despesas com escolta
Levantamento realizado até o fim de agosto mostra que o Senado já desembolsou cerca de R$ 4 milhões em diárias para trabalhos de proteção e escolta, além de R$ 3,3 milhões em passagens aéreas compradas até 12 de agosto. Em 2022, ano também eleitoral, os gastos nessa categoria somaram R$ 2,33 milhões. O valor apurado para 2026, portanto, já supera três vezes o total gasto quatro anos antes, mesmo com o ano ainda em curso.
Agentes da Polícia do Senado ouvidos pela reportagem atribuem a maior parte desse aumento à proteção de Flávio Bolsonaro, embora reconheçam que outros parlamentares candidatos, como Sergio Moro (PL), também recebem escolta. A Casa, porém, não divulga a divisão dos gastos, alegando que a identificação de nomes, destinos e detalhes das viagens poderia comprometer a segurança das operações.
Senado alega necessidade de sigilo
Em nota oficial, o Senado afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro não altera sua condição de senador e que, por isso, ele pode continuar utilizando a escolta policial da Casa. A proteção foi autorizada em 2019, após análise de risco solicitada pelo próprio parlamentar. A administração acrescentou que divulgar o efetivo, as avaliações de risco e os procedimentos adotados colocaria em perigo os agentes e a autoridade protegida, justificando o sigilo também sobre os valores gastos.
A postura do Senado diverge da adotada pela Câmara dos Deputados, cujo presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou pedido semelhante para que policiais legislativos acompanhassem Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio. A Câmara entende que a candidatura constitui situação distinta do exercício do mandato e que a segurança dos presidenciáveis deve ficar a cargo da Polícia Federal.








