Em carreata, Arruda promete construir feira definitiva do Itapoã e Paranoá
O candidato ao GDF José Roberto Arruda (PSD) usou uma carreata pelas regiões do Itapoã e Paranoá para anunciar a construção de uma feira definitiva, a implantação do BRT interligando as áreas ao Plano Piloto e melhorias na saúde pública, enquanto aguarda decisão do TSE sobre a suspensão de sua candidatura.

Divulgação
Feira definitiva e mobilidade
Durante a carreata realizada neste domingo (6/9) pelas cidades do Itapoã e Paranoá, José Roberto Arruda reiterou que, caso eleito governador do Distrito Federal, vai construir a feira definitiva das duas regiões. Segundo ele, o espaço será estruturado para atender produtores locais e consumidores, gerando renda e fortalecendo a economia informal. Além da feira, o candidato anunciou a implantação do BRT que ligará Itapoã e Paranoá ao Plano Piloto, passando pela construção da quarta ponte sobre o lago Paranoá, prometendo reduzir os congestionamentos e melhorar o acesso aos serviços públicos.
Saúde e segurança pública
Arruda também detalhou seus planos para a área de saúde, com foco especial na saúde mental. Ele afirmou que irá contratar profissionais para os CAPS que atualmente estão desativados, recuperar o hospital psiquiátrico do DF e garantir que cada unidade de saúde possua, no mínimo, três médicos: um ginecologista, um clínico geral e um pediatra. O ex-governador lembrou que esse modelo esteve presente em sua administração anterior e pretende retomá‑lo. Na segurança, prometeu reforçar o policiamento nas ruas e reabrir postos de atendimento médico que estavam fechados.
Situação jurídica da candidatura
A candidatura de Arruda enfrenta um impasse jurídico. O TRE‑DF suspendeu o registro de sua candidatura na quinta‑feira (3/9), alegando que as mudanças na Lei da Ficha Limpa de 2025 não o tornariam elegível. O relator, desembargador Guilherme Pupe, apresentou três interpretações da lei e concluiu que nenhuma delas asseguraria o direito de concorrer. Na sexta‑feira (4/9), a defesa recorreu ao TSE, sustentando que a Lei Complementar nº 219/2025 estabelece um teto de 12 anos de inelegibilidade para múltiplas condenações e que esse prazo deve ser contado a partir da primeira sentença, de junho de 2014, o que, segundo os advogados, permitiria a candidatura.
Próximos passos e expectativas eleitorais
Enquanto aguarda a decisão do TSE, Arruda continua percorrendo o Distrito Federal, apresentando suas propostas em encontros com lideranças comunitárias e trabalhadores. As promessas de feira definitiva, BRT e melhorias na saúde têm encontrado receptividade em setores que veem necessidade de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. O desfecho do recurso no TSE será decisivo para saber se o nome de Arruda permanecerá na disputa ou se será substituído por outro candidato do PSD. O eleitorado do DF acompanha atentamente o desenrolar dessa questão, que mistura propostas de desenvolvimento e a incerteza jurídica que cerca a campanha.
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