Embaixador do Brasil é recebido pelo novo presidente da Síria
O embaixador brasileiro Eduardo Botelho Barbosa apresentou suas cartas credenciais ao presidente sírio Ahmed al‑Sharaa, oficializando o início de sua missão em Damasco após um período de interrupção das relações diplomáticas.

Divulgação
Credenciais entregues em Damasco
Em cerimônia realizada neste domingo (6/9), o novo embaixador do Brasil na Síria, Eduardo Botelho Barbosa, apresentou suas cartas credenciais ao presidente Ahmed al‑Sharaa. O ato oficializou o início da missão diplomática brasileira em Damasco, marcando a retomada plena das relações entre os dois países após um período de interrupção.
Trajetória diplomática de Eduardo Botelho Barbosa
Barbosa foi nomeado para o posto no ano anterior e acumula experiência em postos desafiadores. Antes de servir na Síria, chefiou as embaixadas brasileiras na Sérvia e na Argélia e atuou como cônsul‑geral na Suíça. Sua carreira reflete a tradição de preparo técnico e de diálogo multilateral do Itamaraty.
Contexto político sírio após a queda de Assad
Desde a deposição de Bashar al‑Assad, o país está sob o controle de ex‑integrantes do Hayat Tahrir al‑Sham (HTS), grupo fundado pelo atual presidente Ahmed al‑Sharaa. O HTS surgiu em 2017 a partir da dissolução da Frente Al Nusra, antigo braço da Al‑Qaeda na Síria, e seu líder já teve ligações com figuras que mais tarde criaram o Estado Islâmico enquanto estava preso no Iraque.
Expectativas para a missão brasileira em Damasco
Apesar do passado ligado ao jihadismo, o governo de al‑Sharaa tem recebido sinais positivos da comunidade internacional, inclusive dos Estados Unidos, que têm revisado sanções impostas à Síria. Nesse cenário, a embaixada brasileira pretende retomar projetos de cooperação técnica, humanitarian aid e diálogo político, contribuindo para a estabilidade e o desenvolvimento do país.
Retomada da presença brasileira em Damasco
O novo embaixador substitui André Luiz Azevedo, que liderou a missão entre 2022 e 2024, quando a escalada de violência forçou a retirada temporária da equipe diplomática brasileira. Com a estabilização relativa sob o novo governo sírio, Brasília vê oportunidade de reforçar laços históricos, retomando cooperação em áreas como agricultura, educação e cultura, além de apoiar iniciativas de reconstrução e de assistência humanitária às populações afetadas pelo conflito.
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