Renan Santos acusa Flávio Bolsonaro de fugir de debate por medo
Candidato do Missão afirma que desistência do senador foi motivada pela possibilidade de confronto direto; Flávio atribuiu ausência a decisão do TSE.

Divulgação
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, declarou nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que Flávio Bolsonaro (PL) teria “medo” de enfrentá-lo, o que teria motivado a desistência do senador em participar do debate promovido pela TV Globo. A emissora, diante de alterações de última hora nas regras e na lista de participantes, acabou por cancelar o encontro, que estava previsto para as 21h30.
Desafio aberto para debate
Durante um ato realizado no Rio de Janeiro, Renan Santos desafiou Flávio Bolsonaro para um debate em qualquer local, garantindo que não abordaria escândalos passados. "Flávio, eu estou na tua cidade. Eu estou na tua casa. Se precisar, num bar, em qualquer lugar, [vou] debater sem falar de nenhum dos escândalos dele", declarou o candidato do Missão. Ele se comprometeu a discutir exclusivamente propostas e chegou a afirmar que retiraria sua candidatura caso fosse derrotado em um confronto direto.
Acusações de jogo de cartas marcadas
Renan Santos também acusou a campanha de Flávio Bolsonaro de tentar impedir sua participação no debate, descrevendo o evento como um “jogo de cartas marcadas”. Antes da decisão judicial que o incluiu, o candidato do Missão não estava entre os convidados devido ao critério de representação partidária no Congresso Nacional, estabelecido pela emissora. "Veio armado um jogo de cartas marcadas chamado de debate. E eu fui o único a ser excluído do debate", lamentou.
Críticas e desistência de Flávio Bolsonaro
No discurso, Renan Santos criticou o histórico político de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, mencionando casos como as “rachadinhas” e sua atuação na área de segurança pública, além de alegar, sem apresentar provas, que a campanha adversária teria praticado “chantagem”. Por outro lado, Flávio Bolsonaro já havia anunciado sua ausência antes mesmo da decisão que incluiu Renan, justificando a desistência por uma determinação do TSE sobre as regras do debate. O candidato do PL citou a proibição da exibição do púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também decidiu não comparecer, e a impossibilidade de dirigir perguntas a candidatos ausentes, afirmando que a imprensa precisa ser livre e as eleições limpas.
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