Zema critica decisão de Gilmar Mendes sobre debate e fala em "insegurança jurídica"
Candidato do Novo classificou a inclusão de Renan Santos no debate da Globo como desrespeito às leis e criticou atuação do Judiciário.

Divulgação
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) manifestou forte descontentamento com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) em um debate televisivo. Segundo Zema, a medida representou um "desrespeito total" às leis vigentes e evidenciou uma "insegurança jurídica total" no país. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais após o cancelamento do encontro, que seria promovido pela TV Globo.
Em sua crítica, Zema apontou que a alteração na lista de participantes, realizada em um momento próximo ao início do programa, demonstra uma falha no sistema judiciário brasileiro. Ele descreveu o cenário como uma "bagunça" e reforçou a necessidade de uma reforma no Judiciário, argumentando que muitos de seus membros estariam mais focados em atividades políticas do que na aplicação estrita das leis.
Decisão judicial e cancelamento do debate
A intervenção de Gilmar Mendes ocorreu horas antes da realização do debate, quando o ministro determinou que a emissora incluísse Renan Santos na vaga deixada pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa decisão contrariou uma determinação anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia negado o pedido do partido Missão, alegando que a legenda não cumpria o requisito mínimo de 5 congressistas para garantir a participação de um candidato em debates.
Zema também classificou o episódio como um "desrespeito aos 210 milhões de brasileiros" e reiterou suas críticas a membros do STF, a quem ele se refere como "intocáveis", sugerindo que se consideram acima das leis e da população. A situação culminou no cancelamento do debate pela TV Globo, após receber duas intimações judiciais. A primeira, do TSE, suspendeu regras que permitiriam à emissora manter o púlpito de um candidato ausente e direcionar perguntas a ele. A segunda foi a decisão de Gilmar Mendes, que, após sua confirmação, levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a anunciar sua própria desistência, citando "censura" e "interferência jurídica nas eleições".
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