Relatório de Mendonça é “farsa” motivado por “vingança”, diz Moraes
Alexandre de Moraes rebateu em 44 páginas o relatório da Polícia Federal sobre supostas mensagens envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master. O ministro negou a existência dos diálogos e acusou adversários políticos de promoverem uma campanha de vingança antes de sessão no STF.

Divulgação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na noite de segunda-feira (14 de setembro de 2026) que o relatório produzido pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça é uma “farsa” motivada por “vingança”. A reação foi apresentada em um documento de 44 páginas, poucas horas antes de uma sessão destinada a decidir se Moraes será investigado no caso envolvendo o Banco Master.
Moraes nega existência das mensagens
O material examina mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, enviadas a um contato identificado pela Polícia Federal como Alexandre de Moraes. Os diálogos seriam relacionados à chamada “Operação Compliance”. O ministro, porém, rejeitou a autenticidade e o significado atribuído ao conteúdo, classificando as conversas como “diálogos fantasiosos”.
Em sua manifestação, Moraes sustentou que nunca enviou as mensagens apontadas no relatório. “Mensagens minhas que nunca existiram”, escreveu, ao contestar a tentativa de associá-lo às tratativas mencionadas na apuração. Para o ministro, não há nos documentos elementos capazes de sustentar as ilações apresentadas contra ele, e a divulgação do caso integra uma ação de natureza político-eleitoral.
Acusação de retaliação política
Moraes afirmou que a iniciativa teria como motivação a “vingança” de aliados de pessoas condenadas pelo STF pela tentativa de golpe de Estado. Ele foi relator de investigações que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras autoridades envolvidas no caso. André Mendonça, por sua vez, foi indicado à Corte por Bolsonaro.
O documento foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e deve ser analisado pelos ministros no contexto da sessão marcada para decidir sobre a abertura de investigação contra Moraes. A defesa do ministro sustenta que o relatório da Polícia Federal se apoia em pressupostos falsos e não comprova qualquer contato ou acordo entre ele e Vorcaro. A discussão aumenta a tensão no STF sobre os limites da apuração e as consequências políticas do caso Banco Master.
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