Queda parcial de sigilo no caso Banco Master amplia pressão do Pt sobre Flávio Bolsonaro
O PT considera insuficiente a liberação de documentos sobre as investigações do Banco Master e quer conhecer integralmente a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A decisão de Fachin acelerou a divulgação de peças antes do julgamento marcado para 15 de setembro.

Divulgação
O Partido dos Trabalhadores (PT) considera insuficiente a queda parcial do sigilo dos processos relacionados ao caso do Banco Master. A legenda quer que venham a público todos os elementos capazes de esclarecer a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira.
Decisão do STF acelera a liberação de documentos
A expectativa petista ganhou força após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça disponibilize, em 24 horas, documentos das investigações sobre o Banco Master. Fachin acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República por maior transparência antes do julgamento marcado para 15 de setembro. Para o PT, porém, o material divulgado ainda não responde a pontos centrais do caso.
PF aponta Flávio como interlocutor de Vorcaro
Investigações da Polícia Federal indicam que o senador atuava como “interlocutor direto” de Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Relatórios da corporação citam cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações. Parte dessas informações foi tornada pública por Mendonça na quinta-feira (10), após solicitação de Fachin.
Para os petistas, o acesso integral aos documentos permitirá avaliar a extensão e a natureza dos contatos envolvendo Flávio Bolsonaro e o fundador do Banco Master. A legenda pretende intensificar as críticas nas redes sociais com base no material já liberado, embora reconheça internamente que nem todas as peças da investigação foram divulgadas. Os registros fazem parte de uma apuração em andamento e ainda serão submetidos ao crivo judicial.
PT também critica comunicação da campanha
A disputa em torno do caso ocorre em meio a reclamações de congressistas do PT sobre a comunicação da campanha. Eles apontam dificuldades para compartilhar informações sobre pesquisas, falta de direcionamento e falhas na coordenação das mensagens. Há ainda a avaliação de que a esquerda perde espaço para a direita nas redes sociais e adota estratégias consideradas “primárias” em vários aspectos.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse na quinta-feira (10.set.2026) que pretende dialogar com a comunicação da campanha para levar à coordenação os resultados de uma reunião da direção partidária. Segundo ele, é necessário deixar claro o que a legenda defende, especialmente em temas como reforma político-eleitoral, mudança no Judiciário e soberania. As declarações foram feitas a jornalistas após reunião da Executiva Nacional, na sede do partido.
Com o julgamento de 15 de setembro se aproximando, a liberação das peças deve manter o caso Banco Master no centro do debate político. Para o PT, a transparência integral dos documentos será decisiva para orientar tanto a atuação institucional quanto a estratégia de comunicação nos próximos dias.
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