Trump fala sobre guerra no Irã durante memorial do 11 de Setembro
Durante cerimônia pelos 25 anos dos ataques de 11 de Setembro no Pentágono, Donald Trump defendeu ações militares contra o Irã e reiterou que o país não pode ter uma arma nuclear.

Divulgação
Durante a cerimônia em homenagem às vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu ações militares contra o Irã e voltou a afirmar que o país não poderá desenvolver uma arma nuclear. O republicano participou de um memorial realizado no Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano, no Estado da Virgínia.
Irã no centro do discurso
Em sua fala, Trump saudou os militares que serviram na chamada guerra ao terror e destacou aqueles que atuam para impedir o avanço nuclear iraniano. “Saudamos os militares que trabalham neste momento para garantir que a República Islâmica do Irã jamais, em hipótese alguma, possua uma arma nuclear”, afirmou o presidente.
O discurso relacionou os ataques de 2001 à política externa atual dos Estados Unidos, embora a Al Qaeda, e não o Irã, seja reconhecida como autora dos atentados. Trump disse compreender que a vitória definitiva sobre o terrorismo “não será encontrada em um campo de batalha estrangeiro”, mas appealed ao “espírito norte-americano de resistir, prevalecer e vencer”.
Memorial no Pentágono
O encontro marcou os 25 anos de uma sequência de ataques coordenados pela Al Qaeda em três frentes, com quatro aviões sequestrados usados como armas. O objetivo era atingir símbolos políticos, militares e econômicos dos Estados Unidos. O Pentágono foi diretamente atingido, assim como as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
Às 8h46, o voo 11 da American Airlines colidiu com a Torre Norte. Dezessete minutos depois, o voo 175 da United Airlines atingiu a Torre Sul. Às 9h37, o voo 77 da American Airlines se chocou contra o Pentágono. A Torre Sul colapsou às 9h59, seguida pela Torre Norte às 10h28.
O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, caiu às 10h02 em uma área aberta no condado de Somerset, na Pensilvânia. Os sequestradores pretendiam atingir a Casa Branca ou o Capitólio, mas passageiros reagiram e conseguiram mudar a rota da aeronave. No total, os atentados mataram 2.977 vítimas e se tornaram o ataque mais letal perpetrado em solo americano por uma entidade estrangeira.
Na época, o então presidente George W. Bush anunciou a mobilização das Forças Armadas dos Estados Unidos para conduzir o que chamou de “guerra contra o terrorismo”. A nova fala de Trump mostra que o combate ao Irã e a contenção de seu programa nuclear seguem no centro da estratégia de segurança defendida por seu governo.
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