Novo defende troca na presidência do Senado e sugere idade mínima para ministros do STF
Presidente do partido, Eduardo Ribeiro, critica gestão de Davi Alcolumbre e aponta Rogério Marinho como possível sucessor. Propostas de reforma do Judiciário também são pauta.

Divulgação
O cenário político em Brasília ganha novos contornos com as declarações do presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro. Em entrevista recente, Ribeiro não hesitou em defender a necessidade de uma mudança na presidência do Senado Federal, expressando críticas à condução do atual ocupante do cargo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A legenda sinaliza a intenção de articular o apoio a um novo nome para liderar a Casa Alta, com foco em agilizar o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um ponto que tem gerado insatisfação na sigla.
Ribeiro foi enfático ao afirmar que a meta do Novo é “simplesmente eleger outro presidente do Senado”. As razões para essa postura, segundo o dirigente, vão desde a relação de Alcolumbre com uma ala do STF até a divulgação de mensagens que levantaram questionamentos sobre sua permanência no posto. Para o presidente do Novo, a legitimidade para que Alcolumbre continue à frente da Casa está em xeque, e a bancada do partido já se prepara para discutir a sucessão em conjunto com outras legendas, como o PL e outras siglas aliadas.
Articulação para a sucessão no Senado
Embora o Novo ainda não tenha formalizado um apoio oficial a um candidato específico para a presidência do Senado, o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) surge como uma opção com avaliação positiva dentro da legenda. Ribeiro destacou a “proximidade” e a “admiração recíproca” com Marinho como fatores que podem facilitar um eventual acordo. A decisão final, contudo, será construída em conjunto com os senadores eleitos pelo Novo, garantindo que a escolha reflita os interesses e a estratégia do partido no Congresso Nacional.
Propostas para o Judiciário
Além da disputa pela presidência do Senado, o Novo também tem como prioridade a promoção de reformas estruturais no Poder Judiciário, com especial atenção ao STF. Entre as propostas em discussão, destacam-se a limitação de decisões monocráticas, a revisão dos critérios de indicação para a Corte e a possibilidade de estabelecer mandatos para os ministros. Ribeiro considera a limitação de decisões individuais um avanço necessário, mas reconhece que outras medidas, como a adoção de mandatos e a definição de uma idade mínima mais elevada para a nomeação, ainda precisam de amplo debate no Senado e na Câmara.
Em sua visão pessoal, o presidente do Novo sugere que os ministros do STF assumam o cargo aos 60 anos e se aposentem aos 75, o que resultaria em mandatos de 15 anos. Essa proposta visa estabelecer critérios mais objetivos para as indicações e mitigar potenciais conflitos de interesse, tanto para os ministros quanto para seus familiares, fortalecendo a transparência e a eficiência do sistema judiciário brasileiro.
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