Milei substitui funcionários civis por militares na residência presidencial
Governo argentino transfere a gestão de Olivos para a Casa Militar após afastar 12 trabalhadores civis. Medida é justificada por questões de segurança e pela visita do papa Leão 14, mas versões paralelas sobre o motivo não foram confirmadas.

Divulgação
O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta sexta-feira a substituição de 12 funcionários civis por militares na residência presidencial de Olivos. A medida foi apresentada pelo Escritório do Presidente como parte de uma reorganização voltada à segurança e à agilidade administrativa.
Segurança é a justificativa oficial
Segundo o comunicado oficial, a Casa Militar passará a assumir a responsabilidade integral pelas funções de segurança no local. A decisão foi atribuída ao agravamento do cenário de insegurança no mundo e à proximidade da visita do papa Leão 14 à Argentina, que exigirá um esquema especial de proteção.
Entre os trabalhadores civis afastados estão cozinheiros e profissionais dos serviços gerais. Suas atividades serão incorporadas à estrutura militar responsável por Olivos. A mudança altera a rotina administrativa da residência e amplia a presença das Forças Armadas em funções que antes eram desempenhadas por pessoal civil.
Informações paralelas não foram confirmadas
Circulam versões não confirmadas que relacionam o afastamento dos funcionários ao vazamento de informações sobre compras feitas para a residência, incluindo a aquisição de 29 toneladas de carne. Outra hipótese cogitada envolve a intoxicação de um dos cães da raça mastim inglês de Milei, que teria recebido atendimento veterinário dentro do complexo presidencial.
A administração de Milei não confirmou nenhuma dessas possíveis razões. Até o momento, a única explicação apresentada oficialmente permanece ligada à segurança e à necessidade de simplificar a administração de Olivos. Também não foram divulgados detalhes sobre o número total de militares que atuarão no local ou sobre a duração da nova estrutura.
Casa Militar já atua na proteção presidencial
A Casa Militar possui atribuições legais relacionadas à segurança do presidente, de sua família e da residência oficial. O Regimento de Granadeiros a Cavalo também integra o dispositivo responsável pela proteção das autoridades dentro de Olivos. A novidade está na ampliação do controle militar sobre atividades administrativas e de apoio.
A visita papal pode justificar o reforço temporário dos protocolos de segurança, mas a transferência definitiva de funções civis para militares tende a gerar debate sobre os limites entre proteção institucional e gestão cotidiana da residência. O governo ainda precisa esclarecer o alcance da reorganização e se outras unidades oficiais receberão mudanças semelhantes.
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