Lula minimiza temor com dívida pública e aposta em crescimento econômico para reverter cenário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a dívida pública brasileira não é motivo de pânico, citando as elevadas reservas internacionais do país e defendendo o crescimento econômico como a principal ferramenta para reduzir a proporção do endividamento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A declaração foi feita em meio a questionamentos sobre o aumento da dívida e seu impacto nos juros.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou no último domingo, 27 de setembro de 2026, que a dívida pública, a qual ele classificou como “irreal”, não lhe causa pânico. A avaliação do chefe do Executivo Federal vem em um momento de debate intenso sobre a situação fiscal do país, com economistas apontando o endividamento como um potencial entrave para a queda das taxas de juros.
Reservas e o “colchão de sustentação”
Para fundamentar sua posição, Lula fez questão de sublinhar a robustez das reservas internacionais do Brasil, atualmente em um patamar expressivo de US$ 370 bilhões. Segundo o presidente, essas reservas funcionam como um crucial “colchão de sustentação” para a economia brasileira, conferindo solidez e capacidade de resposta a eventuais choques externos. Ele lembrou que a formação desse montante significativo teve início em seu primeiro mandato, a partir de 2005.
Dívida em ascensão e o desafio econômico
Apesar da tranquilidade demonstrada pelo presidente, os números recentes do Banco Central indicam que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, equivalendo a 82,5% do PIB. Esse índice representa um aumento de 0,6 ponto percentual em relação a junho e uma alta acumulada de 3,9 pontos no ano. Jornalistas apontaram que, desde o retorno de Lula à Presidência, a dívida em relação ao PIB subiu de 71% para o patamar atual, gerando questionamentos sobre a confiança na economia e o impacto sobre os juros.
Crescimento econômico como antídoto fiscal
Em sua defesa da política fiscal adotada, Lula reiterou que a maneira mais eficaz de diminuir a relação entre a dívida pública e o PIB é impulsionar o crescimento econômico. O presidente argumentou que o Brasil passou uma década sem expansão econômica significativa e, após a sua volta ao governo, o país voltou a registrar um crescimento superior a 3%. Para ele, um PIB em ascensão naturalmente dilui a proporção da dívida.
O chefe do Executivo federal enfatizou sua preocupação com o endividamento, mas reiterou o compromisso de conciliar os gastos que considera essenciais — como programas sociais, reajustes do salário mínimo e investimentos em infraestrutura — com a responsabilidade fiscal. Embora reconheça que “não está sobrando” dinheiro no Orçamento, o governo pretende manter políticas de auxílio à população mais pobre e investimentos estratégicos, buscando simultaneamente melhorar a relação entre o endividamento e o tamanho da economia nacional.
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