Cnbb responde a senador após acusação de disseminar fake news sobre padroeira
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota de esclarecimento repudiando as declarações de um senador e candidato à Presidência, que acusou a entidade de auxiliar na disseminação de notícias falsas sobre a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A controvérsia marca um ponto de tensão no cenário eleitoral, com a CNBB negando veementemente qualquer envolvimento e reforçando seu compromisso com a verdade.

Divulgação
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu um veemente desmentido neste domingo (27.set.2026) após ser publicamente acusada por um senador e candidato à Presidência de auxiliar na propagação de notícias falsas. A polêmica eclodiu em meio ao acirrado cenário eleitoral, quando o político afirmou que a entidade teria colaborado com o PT para disseminar a falsa informação de que ele planejava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Em nota oficial, a CNBB defendeu sua integridade e reafirmou seu compromisso com a verdade, negando qualquer envolvimento na produção ou divulgação de desinformação.
Acusação de envolvimento em fake news
O epicentro da controvérsia foi um ato de campanha realizado em Goiânia (GO), onde o senador, filiado ao PL, fez a declaração. Ele alegou que, embora o Partido dos Trabalhadores estivesse há dias tentando emplacar a 'fake news', a disseminação teria ocorrido 'com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente'. Em seu discurso, o candidato expressou confiança na reversão da situação, declarando que 'a verdade está do nosso lado', indicando a rápida propagação da informação, que, segundo ele, foi logo desmentida pela realidade dos fatos.
CNBB se defende e condena desinformação
Em resposta direta, a conferência episcopal afirmou categoricamente que 'não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral'. A entidade destacou que suas manifestações sobre as eleições são estritamente guiadas por sua missão pastoral e por princípios inegociáveis, como a dignidade humana, o bem comum, a democracia e a liberdade de consciência, distanciando-se de qualquer vínculo político-partidário. A nota ressalta ainda que 'a mentira não se combate com outra mentira', criticando a tática de atribuir falsas acusações sem provas concretas, o que 'atinge injustamente a instituição' e não contribui para a serenidade necessária ao processo eleitoral.
Origem da informação falsa
A informação de que o senador teria a intenção de retirar o título de Padroeira de Nossa Senhora Aparecida é, de fato, uma notícia falsa, mas com um pano de fundo que pode ter gerado confusão. Embora Flávio Bolsonaro jamais tenha apresentado tal proposta, a ideia de alterar a denominação da santa surgiu em um projeto de lei anterior, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta, que visava trocar a expressão 'Padroeira do Brasil' por 'Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos', foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e arquivada, sem qualquer participação do atual candidato, que, à época, atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro.
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