Lula liga para petista após agressões durante abordagem da PM em SC
O presidente Lula conversou com Fernanda Klitzke, segunda suplente na chapa de Décio Lima ao Senado, após abordagem policial em Jaraguá do Sul. A PM afirma que apurará o emprego da força e informou ter atendido a uma ocorrência de perturbação do sossego e ameaça.

Divulgação
Solidariedade por telefone
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente na chapa de Décio Lima ao Senado por Santa Catarina, após a petista ter sido alvo de agressões durante uma abordagem da Polícia Militar em Jaraguá do Sul. A ligação ocorreu no domingo, 13 de setembro, depois que o caso foi levado ao presidente pela deputada federal Ana Paula Lima.
Durante a conversa, Lula prestou solidariedade e ouviu o relato de Klitzke sobre a ação policial. “Estou ligando para te dar minha solidariedade, querida. E quando eu for aí, no dia 19, eu quero te dar um abraço”, disse o presidente. O registro da ligação foi divulgado em 16 de setembro por Décio Lima.
Episódio ocorreu durante reunião política
O caso aconteceu na noite de sábado, 12 de setembro, durante uma confraternização com militantes e apoiadores. Segundo aliados do PT, um veículo chegou ao local com o som alto e reproduzia um jingle de Lula. O aparelho foi desligado, mas moradores acionaram a polícia.
Imagens em circulação mostram Klitzke sendo segurara por uma policial e conduzida em direção a uma viatura. Em seguida, outro agente aparece fazendo disparos em sua direção. A advogada cai e é atingida por chutes. Após a ocorrência, ela foi encaminhada ao hospital e à delegacia.
PM apresenta versão sobre a abordagem
A Polícia Militar informou que foi chamada para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego e ameaça. De acordo com a corporação, uma moradora relatou ter sido ameaçada depois de pedir a redução do volume do som. A PM também afirmou que houve resistência durante a abordagem e que uma policial sofreu uma lesão na mão.
A corporação não atribuiu motivação política à ação e informou que o emprego da força será analisado pela Corregedoria-Geral. A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos, a necessidade e a proporcionalidade do uso da força e a responsabilidade pelos possíveis excessos.
PT classifica caso como violência política
O PT classificou o episódio como violência política. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, afirmou que o partido “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher” e pediu uma apuração “rigorosa, célere e transparente”.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma integrante de chapa eleitoral e reacendeu o debate sobre os limites da atuação policial em ambientes de manifestação e convivência política. A apuração será determinante para confirmar as circunstâncias da abordagem e responder às versões apresentadas pelos envolvidos.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








