Lula cobra investigação sem distinção para STF recuperar credibilidade
Presidente defendeu apuração rigorosa de suspeitas relacionadas ao Banco Master e afirmou que o Judiciário precisa dar exemplo. Lula também questionou a ausência de votos de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques em julgamento no STF.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que todas as suspeitas relacionadas ao Banco Master sejam investigadas “sem distinção”. Durante entrevista exibida ao vivo pelo “Jornal da Record”, nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, Lula afirmou que o Supremo Tribunal Federal precisa recuperar a credibilidade e agir com transparência diante da sociedade.
Presidente defende apuração de todos os envolvidos
Para Lula, o Judiciário não pode contribuir para o crescimento da desconfiança pública. “Judiciário precisa virar exemplo e não contribuir para a desconfiança da sociedade”, declarou. O presidente disse ainda que não deve haver trégua para eventuais irregularidades e pediu uma investigação rigorosa, independentemente da posição ocupada pelos envolvidos.
Questionado sobre os rumos do caso, Lula reforçou que a instância máxima da Justiça brasileira precisa demonstrar isenção. “A instância máxima da justiça brasileira precisa ser exemplo. Ora, então, que se apure, se apure com todo o rigor, abra o sigilo de telefone de todo mundo”, afirmou. A declaração reforça a defesa de que eventuais provas sejam examinadas sem privilégios ou exceções.
Julgamento no STF termina com pedido de vista
O STF analisou, na mesma terça-feira, procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A sessão foi suspensa após o pedido de vista de Flávio Dino. Antes da interrupção, o placar estava em 4 a 3 pela tramitação separada dos casos, o que torna o voto pendente relevante para a continuidade do julgamento.
Lula também questionou a ausência de votos de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os dois ministros não participaram da análise: Nunes Marques declarou impedimento, enquanto Toffoli declarou suspeição. A decisão de ambos reduz o número de integrantes aptos a votar na etapa analisada pelo plenário.
O episódio ocorre em um momento de forte atenção política sobre o STF e a condução de investigações envolvendo autoridades. A credibilidade da corte voltou a ocupar o centro do debate público, especialmente por causa da necessidade de decisões transparentes e fundamentadas em casos de elevada repercussão.
A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro e ocorreu a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. Em meio à disputa eleitoral, as declarações de Lula ampliam a discussão sobre instituições, Justiça e responsabilidade no exercício de cargos públicos.
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