Lula cai no Nordeste e cresce no Norte em comparação com 2022
Pesquisa PoderData/Aya mostra recuo de 10,8 pontos de Lula no Nordeste e avanço de 8,9 pontos no Norte ao comparar uma disputa simulada contra Flávio Bolsonaro com o 2º turno de 2022. No Sudeste, o desempenho permanece estável.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta desempenho regional diferente daquele observado no 2º turno de 2022. Em simulação de confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL), realizada pela pesquisa PoderData/Aya entre 6 e 9 de setembro de 2026, Lula perde força no Nordeste, cresce no Norte e mantém estabilidade no Sudeste.
Nordeste registra recuo de 10,8 pontos
No Nordeste, o petista alcança 58,5% dos votos válidos no cenário simulado. O resultado é calculado a partir de 55% dos votos totais atribuídos a Lula e 39% a Flávio, com a exclusão proporcional de brancos, nulos e indecisos. Há quatro anos, o presidente havia recebido 69,3% dos votos válidos da região ao derrotar Jair Bolsonaro. A comparação aponta, portanto, uma queda de 10,8 pontos percentuais.
Avanço no Norte não neutraliza a perda
O Norte apresenta movimento inverso, com alta de 8,9 pontos percentuais para Lula na comparação com 2022. O crescimento, porém, ocorre em uma região com menor peso eleitoral e não compensa a redução observada no Nordeste. A diferença também exige cautela porque os exercícios envolvem adversários distintos: Flávio Bolsonaro na simulação atual e Jair Bolsonaro na eleição presidencial realizada há quatro anos.
Sudeste, Sul e Centro-Oeste permanecem estáveis
No Sudeste, as variações são mínimas e indicam estabilidade do desempenho regional do presidente. Situação semelhante aparece no Sul e no Centro-Oeste, onde as oscilações ficam dentro das respectivas margens de erro. Tecnicamente, isso impede afirmar se houve avanço ou recuo real nesses locais.
A margem de erro estimada para o Nordeste é de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos. Como a análise compara pesquisas e cenários eleitorais diferentes, os números devem ser interpretados como indicativos de mudança no desempenho regional, e não como uma medição idêntica à urna ou uma projeção definitiva de uma futura eleição.
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