Kwai apresenta plano ao TSE para reforçar integridade das eleições
Plano do Kwai para as eleições de 2026 prevê monitoramento contínuo, moderação por sistemas automatizados e revisão humana, atendimento eleitoral 24 horas por dia e ações contra desinformação e redes inautênticas.

Divulgação
O Kwai apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seu plano de conformidade eleitoral para as eleições gerais de 2026. O documento reúne medidas de prevenção, monitoramento e resposta a ameaças à integridade do processo eleitoral, com foco no combate à desinformação, à manipulação da plataforma e à atuação coordenada de contas.
Atendimento eleitoral funcionará 24 horas
O LERT, setor de Risco e Resposta do Kwai responsável por demandas eleitorais, funcionará 24 horas por dia durante o período eleitoral. A equipe poderá remover conteúdos, suspender perfis por determinação judicial e preservar ou fornecer dados solicitados pela Justiça Eleitoral.
As solicitações serão registradas em um sistema interno, com acompanhamento de prazos e das providências adotadas. Para demandas prioritárias de candidaturas e partidos, o tempo previsto de atendimento varia de quatro a 24 horas. O plano também prevê a divulgação gratuita de conteúdos informativos determinados pela Justiça Eleitoral, sem investimento financeiro em campanhas.
Monitoramento combinará tecnologia e revisão humana
A plataforma usará sistemas automatizados, revisão humana e monitoramento contínuo para identificar conteúdos de risco. Entre os sinais analisados estarão denúncias de usuários, contexto eleitoral, termos e hashtags, padrões de circulação e solicitações oficiais.
Conteúdos que violarem as regras poderão perder alcance no feed “Para Você” e nos resultados de busca. O compartilhamento e o download também poderão ser limitados. Casos considerados de maior risco terão revisão prioritária e poderão receber medidas temporárias de contenção.
Parceria ampliará checagem de informações
O Kwai manterá parceria com a AFP Checamos, serviço de verificação de fatos da AFP, para analisar conteúdos noticiosos em português com potencial de desinformação. A iniciativa integra o conjunto de ações destinadas a reduzir a circulação de informações falsas ou manipuladas durante a campanha eleitoral.
Redes inautênticas poderão perder alcance
O plano estabelece medidas contra o Comportamento Inautêntico Coordenado, conhecido como CIB, quando contas atuam de forma conjunta para manipular a distribuição, o engajamento ou a percepção sobre conteúdos político-eleitorais. Perfis falsos sincronizados, contas automatizadas, mudanças bruscas de comportamento e reprodução em massa de publicações estão entre os sinais observados.
As medidas podem incluir redução de alcance, aplicação de rótulos, suspensão de monetização ou impulsionamento, limitação de funcionalidades e, nos casos previstos em lei, suspensão ou remoção de perfis. Situações com potencial de afetar a integridade eleitoral serão comunicadas ao TSE, e informações sensíveis poderão ser preservadas ou anonimizadas para não comprometer investigações.
A estratégia do Kwai mostra a ampliação dos mecanismos de controle adotados por plataformas digitais em ano eleitoral. Ao combinar automação, fiscalização humana e cooperação com verificadores de fatos, a empresa busca responder mais rapidamente a abusos, sem abandonar a necessidade de preservar dados e seguir determinações da Justiça Eleitoral.
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