Homens devem combater violência contra mulheres, diz Lula
Durante ato de campanha em Florianópolis, Lula defendeu maior responsabilização dos homens, proteção às vítimas, penas mais duras para agressores e divisão das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos.

Divulgação
Em ato de campanha em Florianópolis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os homens devem assumir responsabilidade direta no combate à violência contra as mulheres. Candidato à reeleição, Lula defendeu que o enfrentamento do problema envolva proteção às vítimas, punição mais rigorosa aos agressores e mudanças concretas no comportamento masculino.
Responsabilidade compartilhada
Lula destacou que a violência contra mulheres não pode ser tratada como uma responsabilidade exclusiva das próprias vítimas. O presidente pediu que homens participem das campanhas de conscientização e reconheçam que a igualdade de direitos precisa ser praticada também dentro de casa, incluindo a divisão das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos.
Ao abordar as relações afetivas, Lula afirmou que mulheres não são propriedade dos homens e que ambos devem ter os mesmos direitos, inclusive com relação à remuneração. O presidente também disse que, diante de conflitos, o homem deve deixar a relação em vez de recorrer à agressão. Para ele, o ciúme não justifica qualquer forma de violência.
Proteção e punição
Lula citou medidas de proteção adotadas pelo governo, como tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores e dispositivos capazes de alertar mulheres em situação de risco quando houver aproximação. Segundo o presidente, essas ações ajudam a reduzir ameaças e permitem uma resposta mais rápida em casos de perigo.
O presidente voltou a defender o aumento das penas para agressores e afirmou que o combate à violência contra mulheres continuará sendo prioridade. A fala articula três frentes consideradas centrais no enfrentamento do problema: prevenção cultural, amparo às vítimas e responsabilização criminal.
Ao relacionar punição e mudança de comportamento, Lula ampliou o debate para além das medidas emergenciais. A defesa da divisão dos cuidados familiares e da igualdade salarial reforça a ideia de que a violência também se relaciona com estruturas de dominação e desigualdade, mas deixa claro que a agressão é uma escolha individual que deve ser combatida pela sociedade e pelo poder público.
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