Haddad pede caso Master “passado a limpo” antes das eleições
A 22 dias do pleito, Fernando Haddad defende a divulgação integral dos procedimentos do STF relacionados ao Banco Master. Ele critica vazamentos seletivos e afirma que a medida permitiria à imprensa e aos eleitores analisar as informações antes do voto.

Divulgação
Pedido de divulgação antes do pleito
A 22 dias das eleições de 2026, o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu a abertura ao público, antes da votação, dos procedimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados ao caso do Banco Master e com repercussão política. Para o petista, a divulgação integral é necessária para que a sociedade conheça o conjunto das informações antes de escolher seus representantes.
“Eu, como cidadão, quero que o país seja passado a limpo antes das eleições, porque depois pode ser tarde demais”, afirmou Haddad. A declaração foi feita neste sábado (12.set.2026), durante o lançamento de seu programa de governo para a saúde em São Paulo, evento que contou com a presença da candidata ao Senado Simone Tebet (PSB).
STF retira sigilo de procedimentos
Na quinta-feira (10.set), por determinação do presidente do STF, Edson Fachin, o ministro André Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos ligados às investigações sobre o Banco Master. A decisão ocorreu às vésperas da sessão marcada para terça-feira (15.set), na qual o plenário da Corte deverá decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Crítica à “seletividade de vazamento”
Haddad e Tebet defendem há mais de dez dias o fim do que classificam como “seletividade de vazamento” nas investigações. O candidato argumenta que a liberação parcial de dados pode orientar a opinião pública conforme interesses políticos específicos.
“Estamos defendendo a tese de que nós temos que acabar com a seletividade de vazamento, porque todo vazamento seletivo tem viés. Você seleciona o que você quer que a opinião pública saiba para favorecer teu grupo político”, declarou. Para ele, a transparência deve abranger todos os inquéritos com repercussão política ou que envolvam políticos e autoridades públicas relacionadas ao Banco Master.
Tempo para análise pública
O petista avaliou que, com a divulgação completa, a imprensa teria cerca de três semanas para examinar os documentos antes das urnas. Haddad também elogiou o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), favorável à quebra dos sigilos, e a determinação de Fachin para retirar o segredo de Justiça dos procedimentos vinculados ao banco.
Risco de decisões eleitorais sem informações completas
Ao justificar o pedido, Haddad citou, sem mencionar nomes, o risco de um eleitor descobrir depois do pleito que escolheu um candidato envolvido em crimes. Questionou ainda os aportes de fundos de pensão ao Banco Master e pediu esclarecimentos sobre os responsáveis pelas decisões: “Por que que os fundos de pensão aportaram recursos no Banco Master? Quem foram os agentes responsáveis por isso?”
Flávio Bolsonaro é citado nas investigações
Documentos apresentados no âmbito dos procedimentos indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, é investigado por sua atuação nas negociações de recursos para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República apontam possível participação do senador nas tratativas com Daniel Vorcaro sobre o projeto. Flávio Bolsonaro nega irregularidades.
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