Flávio Bolsonaro diz que quebra de sigilo no caso Dark Horse tem “impacto zero”
Flávio Bolsonaro avaliou como positiva a quebra do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master e ao filme “Dark Horse”. Senador é investigado por suspeita de atuar como elo na captação de recursos para a obra e nega irregularidades.

Divulgação
O candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (12 de setembro de 2026) estar “tranquilo” com a quebra do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo o inquérito sobre o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigação sobre captação de recursos
Durante uma carreata com apoiadores em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, Flávio classificou a abertura dos processos como um “atestado de idoneidade”. “Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver”, declarou. O senador sustenta que nada foi encontrado contra ele desde que passou a ser investigado, avaliação que será confrontada com o andamento e os resultados das apurações.
A Polícia Federal investiga a possível participação do senador como elo com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, na captação de recursos para a obra cinematográfica. Os investigadores apuram a ocorrência de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio nega qualquer irregularidade. A quebra do sigilo permite maior acesso aos atos e documentos do processo, mas não representa, por si só, absolvição ou condenação.
Cobrança por transparência
No mesmo evento, Flávio pediu a retirada do sigilo de investigações associadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os alvos mencionados estão denúncias de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), relações do governo com o Banco Master e investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O senador também questionou a atuação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, apelidado de Marcola, e afirmou querer saber se haveria favorecimento a familiares em negócios no governo. As declarações fazem parte da disputa política em torno das investigações e foram apresentadas sem que fosse exibida, durante o evento, uma comprovação definitiva das acusações levantadas pelo candidato.
Críticas a Lula e ao STF
Flávio associou Lula ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele citou mensagens atribuídas pela Polícia Federal a Vorcaro, nas quais o banqueiro teria procurado Moraes para tratar do avanço das investigações envolvendo o Banco Master. “O Lula deve ao Supremo a sua descondenação, a sua elegibilidade e a sua eleição”, afirmou.
A exposição dos processos tende a ampliar o escrutínio público sobre um dos episódios mais sensíveis da campanha eleitoral. Ainda assim, as responsabilidades de cada envolvido dependerão da produção de provas, do contraditório e das decisões judiciais ao longo da investigação.
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