Haddad diz que Tarcísio deixou São Paulo “de pires na mão” e foi ingrato com Lula
Durante ato eleitoral em Guarulhos, Fernando Haddad criticou a gestão de Tarcísio de Freitas e destacou o apoio do governo federal ao estado, incluindo financiamento do BNDES e renegociação da dívida paulista.

Divulgação
Em ato de campanha realizado nesta sexta-feira (18 de setembro de 2026), no centro de Guarulhos, Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, criticou a administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O petista afirmou que o estado foi deixado “de pires na mão” e acusou Tarcísio de ingratidão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Comparação com o apoio federal
Haddad disse não presenciar uma situação semelhante há 30 anos. Segundo ele, São Paulo recebeu apoio do governo federal apesar das diferenças políticas entre as gestões. O petista também comparou a relação de Lula com Tarcísio à mantida pelo então presidente Jair Bolsonaro com o ex-governador João Doria, afirmando que o volume de ajuda atual seria muito maior.
BNDES e renegociação da dívida
O candidato petista citou como exemplos o aumento do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a renegociação da dívida de São Paulo. Haddad reconheceu que essas medidas integram as responsabilidades do governo federal, mas sustentou que a população paulista deveria ser informada corretamente sobre elas.
“A ingratidão do Tarcísio com o que nós fizemos no governo federal, quadruplicar o financiamento do BNDES e renegociar a dívida de São Paulo, é obrigação do governo federal, mas a pessoa não precisava esconder isso da população, não precisava mentir para a população”, declarou.
Disputa pelo rumo do estado
As declarações reforçam o tom de confronto da campanha e colocam a relação entre governo federal e administração estadual no centro do debate. Haddad busca apresentar o apoio financeiro da União como um elemento decisivo para avaliar a gestão de Tarcísio, enquanto a acusação de má administração passa a compor sua estratégia para conquistar eleitores.
O embate também evidencia uma discussão mais ampla sobre federalismo, investimentos públicos e responsabilidade fiscal. Para os eleitores paulistas, o desafio será verificar em que medida os recursos e acordos citados pelo petista se transformaram em obras, serviços e melhorias concretas, bem como compreender a divisão de responsabilidades entre as diferentes esferas de governo.
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